BNDES promete investir R$ 25 milhões na cultura

O Banco Nacional de DesenvolvimentoEconômico e Social (BNDES) vai aplicar este ano, no mínimo, R$25 milhões em cultura, sendo R$ 15 milhões na produçãoaudiovisual. O anúncio foi feito hoje pelo presidente dainstituição, Carlos Lessa, ao lançar o edital de concorrência delongas e curtas-metragens para 2005. As inscrições começam naterça-feira, vão até 14 de julho e poderão ser feitas pelainternet. O resultado sai no fim do ano. Em 2003, 335 projetosse inscreveram e 41 foram selecionados: 27 longas (8documentários e 19 ficção) e 14 curtas e médias-metragens. Esteano, a proporção deve crescer, pois a Ancine conta com 570projetos que se enquadram nas exigências do BNDES. Lessa anunciou ainda que, na semana que vem, submeteráao Conselho de Administração do banco a proposta de destinar R$5 milhões a acervos públicos e privados. "Já investimos narestauração de monumentos, mas há uma necessidade premente desalvar arquivos sonoros, bibliográficos e iconográficos. Um paísprepara o futuro se preserva seu passado", disse Lessa. "Nãotrataremos de itens de acervo e sim de sua estrutura. Eformaremos mão-de-obra especializada, que quase não existe noBrasil, na medida em que houver demanda do mercado." Os filmes a serem patrocinados pelo BNDES, pela Lei doAudiovisual, devem ser aprovados na Agência Nacional de Cinema(Ancine) e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Curtasreceberão até R$ 120 mil e médias, até R$ 200 mil, quantias quepodem cobrir o orçamento. O teto dos longas é R$ 500 mil ou 30%do orçamento, o que for menor. É insuficiente para dar início àsfilmagens, mas estar na seleção do BNDES abre portas de outrosinvestidores, especialmente para cineastas novatos ou de fora doeixo Rio-São Paulo. "Por isso, reservamos porcentagem para produções deoutros Estados, na medida das inscrições. No ano passado, 20%dos candidatos eram de fora do eixo Rio-São Paulo e mantivemos aproporção entre os selecionados", avisa a gerente da Área deComunicação e Cultura do banco, Ana Luísa Landin. "Demos tambémdar espaço aos novatos, tanto em ficção quanto emdocumentários." Lessa reafirmou sua confiança na indústriabrasileira de audiovisual. "O BNDES apóia o cinema desde 1995,com ótimos resultados, e acreditamos na necessidade de essaatividade se firmar", diz ele.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.