Blake volta consistente ao lado B

JAMES BLAKE

O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h08

LOVE WHAT

HAPPENED HERE

R&S. US$3 (iTunes)

BOM

Detratores de James Blake apontam para a pieguice de seu crossover, feito entre o indie pop e a música eletrônica de cunho autoral. Não é possível, dizem, sintetizar a complexidade de um gênero essencialmente experimental em canções de quatro minutos (resulta em algo como "dubstep de barzinho", como apontou o guitarrista do Portishead, Geoff Barrow, na ocasião do lançamento do elogiado disco de Blake do ano passado). As críticas são feitas, em parte, porque Blake é um talentoso produtor de música digital, como mostrou em 2010 com três EPs (Bells Sketch, CMYK e Klavierwerke) e a desconfiança de que o músico havia vendido a alma para o diabo foi sentimento coletivo quando Blake atacou de cantor e pianista no primeiro long play. Mas o inglês está longe de ser o Jamie Cullum do dubstep. Seu trabalho concentrado em produção, à mostra no novo EP Love What Happened Here retém a inventividade depois de um ano de hype (Blake vem para o Sonár Festival, em março). Entre as três, o destaque é a faixa-título, um estudo de timbres límpidos e frases jazzísticas levitantes, ao piano. / R.N.

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