Black Balanço

Macy Gray chega para o festival Back2Black, que começa amanhã, no Rio, sem a presença de Prince

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2011 | 00h00

Vinda da pequena Canton, Ohio, residente em Los Angeles, solta no mundo com sua música, Macy Gray tem consciência de que os norte-americanos tendem a olhar para dentro e alienar o entorno. Doze anos depois de estrear no mundo dos hits, sua voz rouca viaja Europa, Ásia e Oceania, e suas experiências são compartilhadas na internet. Recém-chegada da África, onde debutou, ela canta amanhã no Rio - é a principal atração da noite de abertura do festival Back2Black.

"Eu estou no mundo todo. Sendo dos Estados Unidos, é fácil pensar que este é o único lugar do planeta, que você não precisa conhecer mais nada", diz, com naturalidade, de casa. "Mas tem tanta coisa para se conhecer! A música me permitiu fazer isso. Tenho muita sorte de ter minha própria estrada."

Em julho, ela passou por festivais de blues e jazz em Angola, na Holanda, Suíça, Turquia e Geórgia, os três filhos adolescentes a acompanhá-la. "Nunca tinha ouvido falar da Geórgia, não esperava que me conhecessem. Cheguei lá e cinco mil pessoas cantavam todas as músicas, inclusive as do último CD. Foi das plateias mais incríveis que já vi."

Os garotos vão ser apresentados agora a uma terra da qual Macy tem ótimas recordações: a praia, os homens sarados, os ensaios das escolas de samba, a beleza vista do Corcovado ("the big Jesus"), as plateias entusiasmadas. Em sua última vinda, há dois anos, porém, parte do público não ficou lá muito satisfeita com sua performance.

Em São Paulo e em Florianópolis, pocket shows viraram duas músicas e... bye bye. Teve até gente reclamando em delegacia. "Really??? Não me lembro disso. Mas pode deixar que desta vez eu vou cantar o máximo que eu puder", promete Macy, que tem mantido visitas regulares ao Brasil. "Sempre trago muita coisa para a minha realidade. É muito bom ver como as pessoas vivem, comem, o que ouvem. Festivais são a oportunidade perfeita para se misturar música, porque é muita gente diferente junta."

A entrevista foi há três semanas, bem antes de Prince cancelar sua participação, para revolta de fãs antigos, que iam ao Back2Black só para vê-lo. Macy também estava empolgada. "Prince talvez seja a maior influência na minha música. Quem sabe não cantamos juntos?" É, vai ficar para uma próxima vez.

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