Björk e a revolução que continua

Nossa Querida Babá 3 - Uma Aventura no Paraíso

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2012 | 03h10

15H40 NA GLOBO

(Au Pair 3 - Adventure In Paradise). EUA, 2009. Direção de Mark Griffiths, com Gregory Harrison, Heidi Lenhart, Jake Dinwiddie, Katie Volding, Jessenia Da Silva, Gerrit Graham.

Família passa férias na Costa Rica e cabe à babá reunir o grupo de pais e filhos que se dispersou em múltiplas direções (e aventuras). O tom é de comédia. Reprise, colorido, 89 min.

Raça Brava

22 H NA CULTURA

(The Rare Breed). EUA, 1966. Direção de Andrew V. McLaglen, com James Stewart, Maureen O'Hara, Brian Keith, Juliet Mills, Jack Elam, Ben Johnson.

Afilhado de John Ford, Andrew V. McLaglen, filho do ator fordiano Victor McLaglen, bem que tentou seguir a trilha do mestre e fez westerns que atingiram razoável sucesso de público graças à participação de atores como John Ford, Maureen O'Hara, James Stewart, etc. São filmes como Quando Um Homem É Homem, Shenandoah e o cartaz de hoje da TV aberta. Aqui, não há nada original, mas é possível se divertir com o clima pastelão e os tiroteios quando Maureen desembarca no Texas, vinda da Inglaterra, disposta a provar que o esperma de seu touro Hereford poderá iniciar uma nova cultura de gado na região. A trama fala de acasalamento de animais, e logo são os humanos que tentam formar seu pares. Reprise, colorido, 96 min.

Dançando no Escuro

23 H NA REDE BRASIL

(Dancer in the Dark) EUA, 2000.

Direção de Lars Von Trier, com

Björk, Catherine Deneuve, Peter

Stormare, David Morse.

O horário da Mostra resgata o musical de Lars Von Trier que ganhou a Palma de Ouro e iniciou o debate sobre novas tecnologias, que mudaram - e continuam mudando - a face da produção e da exibição, na última década. Björk emigra para os Estados Unidos em busca de melhores condições de vida. Ela sofre de uma doença que produz cegueira degenerativa e, para impedir que ela atinja seu filho, o garoto precisa de uma cirurgia. Ela trabalha, junta uma pequena fortuna - que David Morse rouba. Ela o mata e vai a julgamento. O musical menos glamouroso do cinema tem cenas que marcaram época, como uma coreografia da qual as imagens teriam sido captadas por cerca de 100 câmeras digitais. Reprise, colorido, 100 min.

Camisa de Onze Varas

0H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2010. Direção de Walério

Duarte.

Cooptados por aliciadores, 12 homens vão trabalhar numa fazenda no interior do Pará. O trabalho é escravo, eles se rebelam, fogem e são caçados. Os poucos sobreviventes reencenam sua história com a participação de moradores da região. Forte. O título original foi trocado. Era Trabalho: Escravo. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

Os Paqueras

11H15 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1969. Direção e interpretação de Reginaldo Faria, com Walter Forster, Leila Diniz, Adriana Prieto, Irene Stefânia, Darlene Glória, José Lewgoy, Irma Alvarez.

Reginaldo Faria faz o típico garoto dourado do Rio. Desempregado, excedente (na faculdade), não trabalha nem estuda e se encosta no coroa Walter Forster para paquerar, se possível, todas as mulheres do mundo. O problema é quando ele se envolve justamente com a filha mimada de Forster. O ator e diretor Faria foi um dos iniciadores do ciclo de comédia de costumes no final dos anos 1960. Eventualmente, este cinema, cada vez mais apimentado, terminou dando origem à pornochanchada. As mulheres, a começar por Leila Diniz, oferecem um amplo espectro de beleza - loiras, morenas, miúdas, exuberantes, mas cheias de curvas, há para todos os gostos. Reprise, colorido, 98 min.

Carícias de Luxo

17H15 NO TCM

(That Touch of Mink). EUA, 1962.

Direção de Delbert Mann, com Cary Grant, Doris Day, Gig Young.

A partir do sucesso de Confidências à Meia-noite, de Michael Gordon, em 1959, Doris Day iniciou uma bem-sucedida série de comédias com Rock Hudson. Algumas vezes ela tentou mudar a parceria, fazendo de Cary Grant (aqui) e James Garner o cortejador em cena, mas nunca deu muito certo. Grant faz playboy que resolve integrar a estrela do hímen de aço - como Doris era chamada na época, por seus papéis de virgem -, mas ela, claro, resiste. John Austin e Mickey Mantle, no elenco de apoio, têm as cenas mais divertidas. Reprise, colorido, 99 min.

O Homem Invisível

20H35 NO TELECINE CULT

(Invisible Man). EUA, 1933. Direção de James Whale, com Clauder Rains, Gloria Stuart, Una O'Connor.

O cinema contou muitas vezes a história do livro de H.G. Wells sobre cientista maluco que fica invisível por conta de uma experiência malsucedida. Menos complexa do que a versão de Paul Verhoeven - O Homem sem Sombra, de 2000 -, a de Whale oferece boa diversão. O diretor, biografado em Deuses e Monstros, de Bill Condon, foi um gay refinado que criou beleza (e poesia) a partir do horror. Gloria Stuart, que divide a cena com Clayde Rains, fez, mais de 60 anos depois, a personagem envelhecida de Kate Winslet em Titanic, de James Cameron. Reprise, preto e branco, 71 min.

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