Biografia de Paulo Coelho chega às livrarias

Chega hoje às livrarias a biografia de Paulo Coelho, escrita por Fernando Morais, que disseca a trajetória do autor mais lido no mundo. O livro O Mago tem a chancela da editora Planeta do Brasil (632 páginas, R$ 60), que promove um grande esquema de lançamento: são 100 mil exemplares na primeira remessa, além de promessa de tradução para 40 países. Autor de biografias célebres como Chatô e Olga, Fernando Morais reúne no livro um punhado de informações que vão surpreender o próprio Paulo Coelho que, por acordo firmado, não avaliou o trabalho de apuração tampouco o resultado final. "Ele deve receber o livro na sexta-feira (ontem) e só então descobrir como ficou", conta o biógrafo. A sensação deverá ser a mesma de um homem que se vê nu diante de uma platéia de milhões de pessoas - em O Mago, Morais detalha a trajetória pessoal do escritor vivo que atualmente consegue ser mais traduzido que Shakespeare no mundo. Um relato que não esconde pactos com o Diabo, sacrifícios de animais, internações em hospícios, prisão pelo DOI-Codi, relações homossexuais, consumo de drogas, sucesso como letrista até a descoberta de uma poderosa espiritualidade e a notoriedade como escritor, que o tornou uma figura conhecida até na Sibéria, despertando admiração de reis, papas e chefes de Estado. Os detalhes mais surpreendentes foram oferecidos pelo próprio Paulo Coelho. Morais conta ter ficado curioso com um pormenor do testamento do escritor: a determinação de que um baú, trancado à chave e guardado em seu apartamento de Copacabana, seja imediatamente incinerado após sua morte. "Eu quis saber o conteúdo, mas ele dissimulava até que, diante de tanta insistência, propôs um jogo: Paulo me daria as chaves se eu descobrisse quem foi o militar que o prendeu em um quartel no Paraná, em agosto de 1969, confundindo-o com um guerrilheiro." Morais abriu o baú depois de enviar, por e-mail, os dados pedidos pelo escritor. Lá, a surpresa: 170 cadernos com os diários de Paulo Coelho de 1960 a julho de 1994, além de 100 fitas cassetes, com informações bombásticas, desde descrições objetivas até divagações existenciais. "Tive de alterar todo o trabalho realizado." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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