Matt Rourke/ AP
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Bill Cosby rejeita fazer declaração em seu julgamento por abuso sexual

Humorista será julgado por abuso sexual, seleção do júri começará em 22 de maio

AFP

17 Maio 2017 | 07h48

O ator americano Bill Cosby não usará o direito de fazer uma declaração para dar sua versão dos fatos durante seu julgamento por abuso sexual, disse em entrevista a uma rádio, divulgada nesta terça-feira, 16, dias antes da abertura dos debates, previstos para 5 de junho.

O criador da série The Cosby Show, de 79 anos, será julgado por abuso sexual contra Andrea Constand, sobre fatos que remontam a 2004 e que ele assegura terem sido resultantes de uma relação consentida.

No julgamento, de acordo com o processo, Bill Cosby será interrogado pelo promotor e por seus próprios advogados, mas não pensa em fazer uma declaração em sua defesa, explicou na segunda-feira Michael Smerconish, um locutor da SiriusXM, que divulgou a entrevista nesta terça.

O ator e comediante não falou nas 10 audiências preliminares ocorridas durante sua primeira apresentação diante de um juiz do condado de Montgomery, na Pensilvânia, em 30 de dezembro de 2015, exceto para responder as perguntas do magistrado de forma afirmativa ou negativa.

Pressionado para dizer se ele considerava, assim como sua filha Ensa, que era vítima de racismo neste caso, Cosby disse: "é possível, é possível".

Durante a entrevista, o ator não se pronunciou sobre o caso, ou sobre as acusações de Constand.

A seleção do júri começará em 22 de maio. Os advogados de Cosby conseguiram que seja feito em Pittsburgh, a 500 km de Norristown, onde o julgamento acontecerá, por medo de que um dos moradores locais não seja suficientemente objetivo.

"Sinto que tenho muito a oferecer em termos de roteiro e espetáculo", disse durante a entrevista, na qual respondeu em tom alegre e riu em várias oportunidades.

Mas está consciente de que seu retorno ao mundo do espetáculo tem muitos obstáculos à frente. "O júri decide", lançou, "mas depois sempre tem a opinião pública"

 

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