AP Photo/Matt Slocum
AP Photo/Matt Slocum

Bill Cosby pode ir a novo julgamento por agressão sexual nos EUA

Desarquivamento de ação apresentada há sete anos envolve suposto crime contra adolescente há 47 anos

AFP, Agências

14 de agosto de 2021 | 14h52

O comediante Bill Cosby poderá ir a julgamento cível por supostamente agredir sexualmente uma adolescente há 47 anos, com o desarquivamento de uma ação apresentada há sete anos, informou na sexta-feira, 13, um juiz do condado de Los Angeles.

A ação apresentada em dezembro de 2014 assegura que o ator, que caiu em desgraça e saiu recentemente da prisão, agrediu sexualmente Judy Huth na mansão Playboy em 1974, quando ela tinha apenas 15 anos. 

A agressão provocou na então menor de idade um "agudo dano psicológico e mental", segundo Huth. 

O caso foi suspenso, enquanto Cosby enfrentava um julgamento penal na Pensilvânia por drogar e agredir sexualmente em 2004 outra mulher, Andrea Constand, que trabalhava na universidade do Templo na Filadélfia. 

Cosby foi primeiro condenado e depois libertado por decisão da Suprema Corte do estado que advertiu que não lhe permitiram ter um julgamento justo. 

A partir desta decisão, o juiz de Los Angeles suspendeu praticamente a totalidade da suspensão que pesava no caso cível, exceto no que diz respeito a uma eventual declaração de Cosby, de 84 anos. 

Esta última vigora até 30 de setembro, quando se saberá se a decisão da Suprema Corte da Pensilvânia será apelada na Suprema Corte dos Estados Unidos. 

Dúzias de mulheres dizem ter sido agredidas sexualmente pelo ator, mas só o caso de Constand chegou a um julgamento penal devido a prescrições. 

A soltura de Cosby, que cumpriu dois anos de prisão de uma sentença de três a dez, irritou várias advogadas do movimento #MeToo

Sua sentença foi a primeira por agressão sexual de uma celebridade desde o advento do movimento mundial contra a violência sexual e o abuso de poder sofrido pelas mulheres. 

Mas a corte não o inocentou, apenas anulou a condenação por uma questão técnica. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.