Filipe Araujo/ Estadão
Filipe Araujo/ Estadão

Bienal paga dívida para o MinC em 60 parcelas

O valor de R$ 12,2 milhões diz respeito a convênios feitos entre 1999 e 2007

João Fernando - O Estado de S.Paulo,

20 de maio de 2013 | 19h45

Para tirar a Fundação Bienal de São Paulo do cadastro de inadimplentes, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, assinou, na tarde desta segunda-feira, 20, um acordo com Luís Terepins, presidente da instituição. A fundação vai pagar em 60 prestações, de 2013 a 2018, uma dívida de R$ 12,2 milhões, consequência de 14 convênios fechados entre 1999 e 2007. Além de não estar mais na lista de devedores do MinC, a entidade poderá captar recursos pela Lei Rouanet para realizar a 31.ª Bienal, em 2014.

"O acordo tirou um peso dos nossos ombros. Em um momento, achamos que não conseguiríamos", desabafou Terepins. Os documentos passaram por uma nova auditoria, em que se chegou ao valor de R$ 3,5 em valores da época, que, corrigidos, chegaram aos R$ 12,2 milhões. O valor total dos projetos envolvidos nos convênios era de R$ 33 milhões. "Isso até propiciou uma ‘não Bienal’ em um ano por causa de recursos e de não pode captar", relembrou a ministra.

Segundo Luís Terepins, a Bienal do ano passado teve cerca de 500 mil visitantes, sendo 60 estrangeiros e 200 mil crianças. "Formamos 40 mil educadores, geramos 3 mil empregos diretos e indiretos e trouxemos cerca de R$ 140 milhões de recursos para a cidade", enumera. "O programa educativo foi o que mais me sensibilizou", reforça Marta Suplicy.

Com a nova condição da instituição, o presidente conta que os projetos já estão em andamento. "Estamos fazendo a exposição intermediária 30 X Bienal, uma retrospectiva da arte brasileira com 120 artistas e 250 trabalhos. É uma continuação da comemoração dos 60 anos da Fundação Bienal. Depois, vamos continuar fazendo as itinerantes. O princípio é levar a Bienal para outras cidades e estados." "A Bienal é uma possibilidade de o artista se colocar lá fora", analisa a ministra. "Um país sem cultura é um país sem alma. As artes plásticas são a ponta de lança", diz Terepins.

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