Bienal do Rio termina com saldo positivo

A venda de livros não é o principal objetivo da 11.ª Bienal Internacional do Rio, que terminou hoje, em Jacarepaguá. Mas até esse item superou as expectativas da organização do evento. Segundo dados divulgados pelo Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e pela Fagga Eventos, quefazem a bienal há 20 anos, o número de compradores cresceu sobtodos os aspectos comparando com 2001: "Passou de 1.195.000(2001) para 1.666.000 (2003, ou 40% a mais) e cada um dosvisitantes também levou, em média, mais livros. Seis exemplareseste ano ante 3,5 na bienal anterior.De acordo com a Fagga e o Snel, todos osíndices da 11.ª Bienal cresceram em 2003. O público total foi de500 mil (2001) para 560 mil pessoas (2003). O público pagantecresceu de 325 mil para 360 mil (11% mais) e o gratuito, 54 mil(26 mil idosos e menores de 8 anos e 28 mil professores) para 65mil (30 mil idosos e menores de 8 anos e 35 mil professores). Ofaturamento total passou de R$ 21 milhões para R$ 37 milhões,muito acima da expectativa que era de R$ 23 milhões.Para 2005, os planos são de continuar do mesmo tamanho eapurar ainda mais conforto e programação. Ter trazido escritoresrenomados como Salman Rushdie e Scott Turow dá currículo e animapara o convite a outras megaestrelas, como Gabriel GarcíaMárquez e Umberto Eco, sonhados pelo coordenador da programaçãoRoberto Feith, proprietário da Editora Objetiva.Prêmio - O estande do Ministério da Educação ganhou o Troféu Alfredo Machado, como o mais bonito da 11.ª Bienal Internacional do Livro, encerrada ontem no Rio. Era um túnel labiríntico em que o visitante passeava virtualmente por uma cidade com a indicação de ruas e outros logradouros em caracteres ilegíveis. "Aqui a pessoa sente o sofrimento de quem é analfabeto", disse o ministro da Educação, Cristovam Buaque, quando o inaugurou, na abertura da bienal. A simulação foi um sucesso e as filas para visitar um mundo sem alfabeto foram muito extensas.

Agencia Estado,

25 de maio de 2003 | 20h15

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