Bienal do Livro de SP espera público recorde hoje

Os organizadores da 18.ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo esperam que hoje a escrita se repita - há dois anos, quando houve também um feriado em uma quarta-feira durante a feira, a visitação atingiu seu nível máximo, a ponto de a venda de ingressos ser temporariamente interrompida à tarde graças à imensa quantidade de pessoas que já transitavam pelos corredores, além da superlotação dos estacionamentos e do congestionamento que se instalou na Rodovia dos Imigrantes.Para evitar maiores problemas, a Bienal deste ano tem dois pontos de entrada (em 2002 era apenas um), além de 5.200 vagas no estacionamento. Como pretendem atingir a meta fixada de 600 mil visitantes (a mesma de 2002) até domingo, último dia da Bienal, os organizadores apostam na visitação de hoje. Ao contrário da Bienal passada, quando os corredores lotados eram traduzidos na divulgação diária de freqüência de visitantes, neste ano, quando as ruas e avenidas do Centro de Exposições Imigrantes não parecem tão cheios, o número será revelado somente depois de encerrada a feira.A programação também foi elaborada a fim de oferecer ofertas para todos os gostos. Entre 10h e 11h50, estão previstos dois encontros. No espaço universitário, o debate trata de um tema atual, Islamismo X Islã, com palestra do historiador Peter Demant. E, no auditório 1, dentro do ciclo dedicado especialmente aos professores, Leonor Scliar Cabral, doutora em lingüística, vai falar sobre analfabetismo funcional.Para as crianças, as atividades começam no Salão de Idéias às 11 horas, quando, no auditório nobre, Maurício de Sousa, acompanhado da Turma da Mônica, conversa com o público sobre sua relação com São Paulo e o fascínio de escrever e desenhar para crianças há várias gerações. Já a programação para os adolescentes começa a esquentar às 15 horas, quando o irlandês Eoin Colfer participa de um debate no auditório 5, pelo Salão de Idéias (leia mais abaixo). Ele vai contar detalhes de seu famoso personagem, Artemis Fowl, que, quando lançado, foi apontado pela imprensa britânica como o principal rival em vendas do fenômeno Harry Potter. Artemis é um personagem mais ardiloso que o jovem bruxo, mas o retorno das vendas, apesar de satisfatório, não chegou a arranhar a trajetória de Potter.A última atividade do dia começa às 20h30, no auditório 5, quando Luiz Nassif e o editor-executivo do Estado Daniel Piza conversam sobre jornalismo moderno e o papel dos veículos de comunicação e oferecem detalhes sobre os livros que escreveram. Além da série de palestras, a Bienal oferece 41 sessões de autógrafos ao longo dos estandes, com início previsto para as 11 horas.

Agencia Estado,

21 de abril de 2004 | 09h19

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.