Bienal do Livro de São Paulo muda para sobreviver

Feira investirá R$ 1,3 mi na programação cultural: Salão de Ideias e Espaços Literário e Universitário

Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paul,

30 de setembro de 2009 | 14h41

Depois de uma edição que desagradou à maioria no ano passado, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2010 promete ser mais atraente para público, expositores e autores. Foi o que garantiram os organizadores, em um evento ocorrido na manhã desta quarta, 30, e que reuniu representantes das editoras. "Desde o início do ano, estamos repensando o formato da bienal", comentou Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro, organizadora do evento. "Desta vez, vamos focar mais no público adolescente, além de continuar investindo nas crianças."

 

Prevista para o período entre 12 e 22 de agosto de 2010, a 21ª Bienal do Livro receberá um investimento de R$ 1,3 milhão apenas para a programação cultural. Segundo Rosely, os convites para autores estrangeiros já foram feitos, especialmente para as atrações que promovem debates com o público, como o Salão de Ideias, o Espaço Literário e o Espaço Universitário. "Mas a maior preocupação é garantir a atenção do jovem, que é o público mais difícil de captar atenção."

 

As comparações eram evitadas, mas o sucesso da Bienal do Rio de Janeiro, que terminou há dez dias, era uma referência necessária - com um saldo positivo nas vendas nos estandes, além de uma satisfação comprovada do público em relação à programação, o evento carioca demonstrou que o formato de grande feira ainda sobrevive. Por conta disso, a CBL firmou acordo com a Reed Exhibitions Alcantara Machado, empresa experiente na organização de eventos pelo mundo.

 

"Uma das nossas primeiras medidas foi promover reformas no espaço do Anhembi, onde ocorre a bienal", informou Paulo Rezende Neto, da Reed Exhibitions. "Assim, o piso foi trocado e já foi iniciada a reforma de todos os banheiros."

 

Os organizadores prometem também reformulação nas áreas de alimentação, além de uma tentativa de redução de preço do estacionamento (hoje fixado em R$ 25). "Estamos em entendimentos com a Prefeitura para um novo acordo."

 

E os exibidores receberam uma boa notícia ontem: o preço do metro quadrado dos estandes foi reduzido em cerca de 3% em relação ao ano passado. Um respiro para as editoras, já acostumadas a contabilizar prejuízos na bienal.

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