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Bienal de Veneza celebra arquitetura de Niemeyer

Brasil participa da Bienal de Arquitetura 2010 com 7 arquitetos convidados e curadoria de Ricardo Ohtake

Camila Molina, com estadão.com.br

26 de agosto de 2010 | 20h11

Começa no domingo a 12.ª Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza, nos espaços Giardini e Arsenale da cidade italiana, que tem curadoria da japonesa Kazuyo Sejima, sósia de Ryue Nishizawa, do escritório Sanaa. Foram eles que ganharam o Pritzker, o prêmio que na arquitetura equivale a um Oscar no cinema ou a um Nobel na literatura. O tema, é People Meet in Architecture (Pessoas se Encontram por meio da Arquitetura).

 

A Bienal de Arquitetura 2010 reúne 48 participantes selecionados pela arquiteta japonesa e mais 53 representações nacionais nos pavilhões dos Giardini. Visitas estão abertas até 21 de novembro.

 

O pavilhão brasileiro traz a mostra 50 Anos Depois de Brasília, com curadoria do arquiteto e designer gráfico Ricardo Ohtake, diretor do Instituto Tomie Ohtake. Será inaugurado nesta sexta, 26, para convidados.

 

 

A efeméride dos 50 anos da construção de Brasília foi o tema proposto pela Fundação Bienal de São Paulo, que por meio de parceria com o Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores, responsáveis pela representação nacional brasileira nas Bienais de Veneza - tanto a de arquitetura como a de artes. Como conta Ricardo Ohtake, seu projeto curatorial foi escolhido em concurso.

 

Sob o título 50 Anos Depois de Brasília, a mostra no pavilhão Brasil, nos Giardini, reúne projetos de sete arquitetos convidados. Na exposição, a capital federal (construída entre 1956 e 1960) é citada por meio de fotografias, maquetes e pelo desenho urbanístico criado por Lucio Costa.

 

A 12.ª Bienal de Veneza concedeu ao holandês Rem Koolhaas o Leão de Ouro pelo conjunto de sua obra. "Ele ampliou as possibilidades da arquitetura; cria edifícios que estimulam a interação entre as pessoas; inspira profissionais dos mais variados campos disciplinares ao trazer grande liberdade em seu trabalho", disse Kazuyo Sejima - Koolhaas venceu em 2000 o Pritzker e vai receber o Leão de Ouro neste sábado, 27.

 

Confira o núcleo brasileiro:

 

Mario Biselli e Artur Katchborian

O escritório que se dedica a uma arquitetura de grande porte, como destaca o curador, comparece com obras do Aeroporto Internacional de Florianópolis (2004), o Teatro de Natal (2005) e o Centro Municipal de Arte e Educação dos Pimentas, em Guarulhos (2008/2009).

 

Angelo Bucci

O arquiteto do escritório SPBR está representado pelos projetos da Midiateca da PUC do Rio (2006/09); casa em Ubatuba (2007/09) e por igreja de Culiacan, México (2009).

 

Daniel Corsi e Dani Hirano

Os mais jovens da representação brasileira na Bienal, apresentam o Museu Exploratório de Ciências da Unicamp (2009), o Parque do Lago de Quito, Equador (2008), Complexo Trabalhista de Goiânia (2007) e a Casa Global (2005).

 

Marcos Boldarini

Centrado em obras voltadas para favelas, o arquiteto expõe os projetos Cantinho do Céu - Entre A Casa e A Água, para Billings, e Grotinho, concebido para Paraisópolis, ambos em São Paulo.

 

Gustavo Penna

O arquiteto mineiro também foi convidado por Ricardo Ohtake e apresenta obra criada para Belo Horizonte, especialmente como parte do Ano da Imigração Japonesa no Brasil, em 2008.

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