Bienal de Veneza abre domingo para o público

Resumido no tema Menos Estética, Mais Ética, o futuro das cidades e o papel de arquitetos, engenheiros e designers são os assuntos centrais desta 7ª Mostra Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que abre neste domingo para o público.A exposição espalha-se pelos 60 mil metros quadrados dos pavilhões Giardini e Arsenal. Mais de 90 arquitetos de 37 países discutem e apresentam ao público, até 29 de outubro, suas idéias sobre as possibilidades e limitações do planejamento urbano. Da Alemanha, arquitetos analisam as transformações por que passa a capital Berlim depois de dez anos de unificação entre as partes leste e oeste. O módulo russo traz ensaios fotográficos sobre a decadência de suas grandes cidades. A representação suíça levou a Veneza uma estrutura que obriga o visitante a se contorcer para entrar num salão com paredes repletas de inscrições xenófobas, para lembrar a situação dos imigrantes no país. Já a França subverteu o próprio tema da mostra, que pede mais ética, e registra nas paredes de seu módulo a frase "A ética oculta o vazio da política".O Brasil aparece representado pelos arquitetos João Filgueiras Lima, o Lelé, e Paulo Mendes da Rocha, para quem a discussão proposta nesta bienal é "essencial". O Pavilhão do Brasil tem uma área de 240 metros quadrados e está situado na histórica sede dos Jardins do Castelo, na margem oriental de Veneza. Intitulada "Arquitetura, Cidade e Território", a exposição apresenta maquetes e fotos das obras de Mendes da Rocha e Lelé. Depois da bienal, a mostra segue para a Embaixada do Brasil em Roma, Alemanha, Holanda e, de volta ao Brasil, será exibida em São Paulo, Rio, Paraná e Rio Grande do Sul. Além do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela representam a América do Sul.

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