Bienal de SP escolhe a metrópole como tema

Na primeira entrevista concedida como curador da 25ª Bienal de Artes de São Paulo, o alemão Alfons Hug adiantou vagamente os principais pontos que vão nortear a edição que terá como tema as Iconografias Metropolitanas, em 2002. Entre as novidades estarão a criação do núcleo chamado Arte Internet e destaque para as fotografias. O curador não confirmou o Núcleo Histórico, um dos módulos mais tradicionais da bienal de São Paulo.O tema Iconografias Metropolitanas, segundo Hug, foi elaborado há dois anos à pedido do curador Nelson Aguilar. ?Com certeza este projeto que estou entregando passará por várias modificações?, alertou. Mas o enfoque da violência, do grito, da revolta, do protesto e da busca pela beleza serão as bases que vão direcionar as curadorias locais e internacionais. Artistas de Caracas, Johannesburgo, Nova York, Londres, Moscou, Sidney, Istambul, Berlim, Pequim e Tóquio devem estar presentes nesta edição.Hug deverá contar outros curadores assistentes e um curador responsável pela arte brasileira. Ele não vai escolher diretamente os artistas brasileiros que devem integrar a Bienal. Os nomes, no entanto, ainda não foram divulgados. Além de frisar sua linha curatorial, que seguirá basicamente as mesmas estruturas da última exposição, Hug também fez questão de ressaltar a importância de divulgar a Bienal de São Paulo no exterior. ?Poucos sabem que ela é a maior bienal em espaço físico?. Rapidamente, Hug mostrou trabalhos de vários artistas, principalmente os fotógrafos, para citar nomes que devem aparecer em abril de 2002, no Parque do Ibirapuera. Entre eles estão Pat Mautloa, Michael Wesely, Till Mans e Fang Li Jun e as brasileiras Rosangela Rennó e Adriana Varejã.

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