Bienal de SP começa a apagar as pichações de andar vazio

No domingo, grupo de 40 pichadores invadiu o prédio e pintou as colunas e paredes de área sem exposição

Da Redação,

28 de outubro de 2008 | 16h28

O Pavilhão da Bienal, um prédio projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, de 101 anos, tombado pelo patrimônio histórico, volta a ter suas paredes brancas, conforme o projeto da 28.ª Bienal de São Paulo - Em Vivo Contato. No domingo, dia da abertura do evento para o público, um grupo de 40 pichadores invadiu o prédio, por volta das 19h35, e começou a pichar uma grande área do segundo piso, mantido propositadamente vazio e com paredes pintadas de branco. Seguranças entraram em choque corpo-a-corpo com os pichadores e o resultado foi um grande tumulto no prédio. Um vidro no primeiro andar foi quebrado durante a fuga dos pichadores, que conseguiram escapar. Só duas pessoas foram presas.   Veja também:Especial da 28.ª Bienal de SP  Enquete: Você é a favor ou contra a pichação na Bienal?Fundação Bienal condena invasão e repinta locais pichadosBienal sofre ataque de 40 pichadores no dia da abertura Em nota oficial, a Fundação Bienal de São Paulo e a curadoria do evento lamentaram e condenaram "a invasão e o vandalismo ocorridos no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera. Trata-se de um ato criminoso, previsto em lei, contra um patrimônio público, o edifício da Bienal, o meio ambiente, a área preservada do Parque Ibirapuera". Segundo o comunicado, a segurança será reforçada e "todos os visitantes deverão passar por detectores de metal e, quando solicitados, poderão ser inquiridos sobre possíveis pertences metálicos que estejam portando". Fotos: Hélvio Romero/AE

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