Bienal de Artes 2004 já toma forma

A maior mostra de artes visuais da América Latina já está pronta, tem cartaz feito, preço definido e o "elenco" já está escalado. A 26.ª Bienal de Artes de São Paulo, que tem o tema Território Livre, será realizada entre 26 de setembro a 4 de dezembro de 2004, tem cartaz desenhado pelo cartunista Ziraldo, custará R$ 22 milhões e terá 150 artistas de 62 países (18 deles brasileiros).Entre os nomes oficialmente confirmados para a exposição, estão os de Markus Muntean e Adi Rosenblum, que vivem em Viena, na Áustria, e trabalham juntos desde 1992. O belga Luc Tuymans, destaque da 9.ª Documenta de Kassel, e que vive e trabalha na Antuérpia, terá uma sala especial na Bienal. Ele tem obras em museus do mundo todo, do Philadelphia Museum of Art ao Museu de Nantes. Outros nomes são: Gerde Steiner e Jörg Lenzigler (Suíça), Henrik Hakansson (Finlândia), Matthias Weischer e Johanna Kandl (Alemanha), Lois Renner (Áustria), Yoshihiro Suda (Japão), Cai Guo-Qiang (China), Edward Burtynsky (Canadá) e Aernout Mik (Holanda).Três brasileiros já estão confirmados, entre os 18 que irão à Bienal: Caio Reisewitz, Paulo Climachauska e Laura Vinci. A 26.ª Bienal de SP terá um único curador para as representações nacionais e internacionais: o alemão Alfons Hug. E uma experiência considerada bem-sucedida pela direção da fundação na recente 5.ª Bienal Internacional de Arquitetura e Design será mantida: a monitoria realizada com alunos de artes da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).Novamente, não haverá salas históricas na exposição (no passado, eram mostras "mainstream", dedicadas a artistas consagrados, como Van Gogh, Picasso ou Munch). Segundo Manoel Pires da Costa, banqueiro e ex-presidente da Bolsa de Mercadorias e Futuros e atual presidente da Fundação Bienal de São Paulo, a fotografia será maciçamente representada na próxima exposição, com cerca de 20% do espaço expositivo tomado por esse suporte. O próximo desafio de Pires da Costa é levantar os recursos para a realização da mostra. Ele diz que está contando com pelo menos R$ 2 milhões do setor público, além de R$ 2,5 milhões de "receita com a otimização do espaço da Bienal" (aluguel do pavilhão da exposição para eventos).

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