Bienal de Arte de SP terá piso vazio como inovação

Desde que Ivo Mesquita anunciou seu projeto curatorial para a 28ª Bienal de Arte de São Paulo, prevista para ocorrer entre 19 de outubro e 30 de novembro, esta edição do evento ficou caracterizada, expressamente, como ''A Bienal do Vazio''. A polêmica alastrou-se com a decisão do curador de deixar todo o segundo piso do enorme prédio da Fundação Bienal de São Paulo no Ibirapuera, projetado por Niemeyer, totalmente destituído de obras durante o período da mostra. Para o curador, o vazio se transforma em metáfora para ''interromper o fluxo, essa voracidade de produção de imagens e de representações que a gente vive'', como nas feiras de arte e megaeventos, e para que este se transforme em momento de reflexão sobre o papel de uma bienal. Houve e ainda há críticas, assim como há os que viram e vêem com otimismo o ''gesto simbólico'', como diz Mesquita - mas de uma mão pesada, também ele reconhece -, presente em sua proposta curatorial. O problema é que, ao mesmo tempo, o restante do projeto, concebido com os curadores-adjuntos Ana Paula Cohen e Thomas Mulcaire, ficou em segundo plano numa zona translúcida.A 28ª Bienal de São Paulo, intitulada "Em Vivo Contato", não será uma exposição convencional, mas terá, sim, obras para serem vistas e a participação de cerca de 40 artistas - entre nacionais e estrangeiros. O terceiro andar do prédio será o lugar quase convencional de mostra. Mesquita, que começou sua história com a Bienal de São Paulo em 1969 como monitor - e chegou a fazer parte do time curatorial da instituição entre 1980 e 1988 -, afirma que faz do tema da crítica institucional a ''estratégia para entrar na exposição''. ''Então, os artistas que estão sendo convidados lidam com essa questão, ainda que em meios diversos. Eles trabalham a memória, a narração, o documento, a aquisição, arquivos, bibliotecas, mapas'', enumera. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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