Bienal: 6 conselheiros tiram o time de campo

A Fundação Bienal apresenta... mais uma briga. Estrelada desta vez por seis conselheiros demissionários, entre eles o presidente do conselho da casa, Luiz Seraphico, e a presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), Milú Villela - que, com a decisão, cancela sua candidatura à presidência da fundação. O curador da 25ª Bienal, Ivo Mesquita, também anunciou seu afastamento da instituição. O novo capítulo da crise foi provocado pela ata da última reunião do Conselho, realizada dia 10 de julho. O documento não relataria a realidade do encontro, conforme acusam os demissionários. Na reunião, Carlos Bratke, presidente da Bienal, e Luiz Seraphico teriam apresentado seus pedidos de demissão, e os membros do conselho teriam aceitado tal decisão. Eleições - Porém, a ata que foi encaminhada ao promotor Paulo José de Palma, do Ministério Público de São Paulo, responsável pela Fundação Bienal, não citava as demissões de Bratke e Seraphico, fato que os mantém nos cargos e invalida as eleições marcadas para o dia 7, quando seriam escolhidos os novos presidentes da Bienal e do conselho. "Eu não sou cego nem surdo. Vi o conselho aceitar a demissão dos dois e não concordo com o que consta da ata", disse Jorge da Cunha Lima, um dos demissionários. Os outros são Edgardo Pires Ferreira, Lúcio Gomes Machado e Stella Teixeira de Barros.

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