Biblioteca Nacional comemora 190 anos

A Biblioteca Nacional festejou hoje 190 anos com direito a banda de música. A festa comemora conquistas que a instituição obteve. Hoje é o principal acervo documental e bibliográfico da América Latina, com nove milhões de peças entre livros, fotos, desenhos, partituras, jornais, manuscritos e todo tipo de suporte editorial. E volta-se a novas conquistas, como tornar seu acervo mais conhecido e acessível ao público. Para isto a instituição busca patrocínios que não têm chegado em quantidade suficiente."Projetos não nos faltam, mas precisamos de parceiros para levá-los adiante. Já conseguimos muito, mas sempre há mais a fazer", diz a diretora de Referência e Difusão da Fundação Biblioteca Nacional, Suely Dias. "Nosso acervo tem servido de base a publicações, exposições e pesquisas de inúmeras instituições e empresas brasileiras que, no entanto, não se lembram de patrocinar nossos projetos. É o apoio delas que esperamos."Os planos são muitos. O mais ambicioso é criar um espaço no primeiro andar, nos fundos do prédio, onde se realizariam exposições com os principais itens da Biblioteca, bar temático aproveitando os jardins e salas para seminários e ciclos de estudos. "Emprestamos itens para exposições importantes no Brasil e no exterior, mas não conseguimos ainda um lugar para mostrar nosso acervo", diz a chefe de gabinete da presidência da Fundação Biblioteca Nacional, Graça Coutinho."Precisamos também de verba para organizar nosso anexo, num prédio recém adquirido próximo ao porto, que nos dará mais espaço e conforto no prédio principal." A coleção da Biblioteca Nacional já chegou grande ao Brasil, com preciosidades como uma edição original de Os Lusíadas, de Luiz de Camões. Os itens mais antigos vieram para o Brasil com dom João VI, que os deixou ao voltar para Portugal. A data que se comemorou hoje foi a abertura desse acervo ao público, em 1810, mas desde então a instituição passou por uma verdadeira saga.Como depositária da memória editorial do País, a Biblioteca recebe um exemplar de cada publicação editada no País. Só de jornais são mais de 700 títulos diários, que são catalogados em várias divisões e sub-divisões e colocados à disposição do público num prazo máximo de 90 dias.Até os anos 80 este acervo foi acumulado sem muita ordem. Em 1991, com a criação da Fundação Biblioteca Nacional, os recursos começaram a chegar e a instituição passou por reformas físicas e de organização. Algumas melhorias aconteceram graças a patrocínio através da Lei Rouanet. A reforma do prédio foi paga pelo Banco Real e a informatização do acervo musical teve verba da Embratel, sempre através de leis de incentivo à cultura. "Hoje a Biblioteca tem 600 funcionários fixos, cerca de 200 temporários e funciona em boas condições", diz Graça Couto. "Só precisamos fazer o público conhecer melhor o que temos a oferecer-lhes."

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