Bianchi e Sturges, obras fortes

Jogo da Vida

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

05 de março de 2013 | 02h33

15H55 NA GLOBO

(Cool Kids Don't Cry). EUA, 2012. Direção de Dennis Bots, com Hanna Obbeek, Nils Verkooijen, Fiona Livingston, Bram Flick, Amin Belyandouz,

Eva Van Der Gucht.

Menina do tipo durona é craque no time de futebol da escola. Ela ama um colega, mas tem dificuldade para se expressar

(e nem sabe se é correspondida). Ao ser diagnosticada com leucemia, começa a luta pela vida - e pelo amor. Prepare o lenço. Inédito, colorido, 96 min.

Python

22H45 NO SBT

EUA, 2000. Direção de Richard Clabaugh, com Frayne Rosanoff, William Zabka, Dana Barron, Sara Mornell.

A calma de uma pequena cidade é subvertida quando corpos começam a aparecer mutilados. A responsável é uma cobra que foi modificada geneticamente - e virou a perfeita máquina de matar. Anaconda, de tão kitsch, chegava a ser divertido. O horror, aqui, é tratado a sério. Reprise, colorido, 99 min.

Anjos Mortais

0 H NA REDE BRASIL

(Martial Angels). Hong Kong, 2001. Direção de Clarence Fok Yiu-leung, com Julian Cheung, Qi Shu, Kelly Lin.

Casal de ladrões se conhece quando ambos buscam valioso colar de diamantes. Tornam-se amantes, a ligação acaba e a Máfia russa sequestra o cara - para forçar a mulher a prosseguir na busca. O título original - Anjos Marciais - foi modificado no Brasil. É de artes marciais que se trata. Reprise, colorido, 87 min.

Projeto 949 - A Odisseia de

Um Submarino Nuclear

0 H NA CULTURA

(Project 949: A Nuclear Submarine Odyssey). França, 2002. Direção de Jean Afanassieff.

Em 12 de agosto de 2000, o submarino nuclear Kursk naufragou. Exatamente 118 homens e uma preciosa carga de mísseis desapareceram no fundo do mar. O documentário investiga a tragédia para desvendar um dos segredos mais bem guardados da antiga URSS - seu programa secreto de submarinos atômicos, para fazer frente ao poderio da Otan. Reprise, colorido, 52 min.

TV PAGA

Conspiração de Silêncio

14 H NO TCM

(Bad Day at Black Rock). EUA, 1955. Direção de John Sturges, com Spencer Tracy, Robert Ryan, Anne Francis, Dean Jagger, Walter Brennan, Ernest Borgnine, Lee Marvin, John Ericson.

O cinemascope ainda era uma técnica - uma invenção - recente quando Sturges fez este filme que explora todo o seu potencial (mas a TV não é o melhor veículo para demonstrá-lo). Bom de ação, famoso por seus westerns e aventuras de guerra - Sete Homens e Um Destino e Fugindo do Inferno -, o cineasta conta aqui a história de um homem de um braço só (Spencer Tracy), que desembarca numa pequena cidade e revolve esqueletos escondidos no armário, ao investigar o que ocorreu com um antigo morador, na Guerra da Coreia. Impactante e concentrado - sucinto -, o cartaz da TV paga possui um elenco notável, mas é Ernest Borgnine quem domina a cena, no mesmo ano em que ganhou o Oscar por Marty, de Delbert Mann. Reprise, colorido, 81 min.

A Causa Secreta

16H10 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1994. Direção de Sérgio Bianchi, com Renato Borghi, Rodrigo Santiago, Ester Góes, Lygia Cortez, José Rubens Chachá, Zécarlos Machado.

O diretor Bianchi - que também assina o roteiro, em parceria com Kate Lyra -, baseou-se no conto de Machado de Assis para fazer este filme que, na época, causou polêmica. Grupo de teatro pesquisa a miséria do País para um novo espetáculo. O diretor, o elenco, a figurinista, todos enfrentam filas de hospitais e visitam aidéticos para tentar entender um pouco o sofrimento humano. Descobrem a indiferença das pessoas perante o próximo - e a ironia foi que o grande escândalo do filme veio por meio da cena em que um rato é torturado. Ela fez sensação no Festival de Gramado, num momento em que os filmes ainda podiam concorrer em Gramado e Brasília (e o longa de Bianchi venceu prêmios importantes no segundo). De alguma forma, os filmes de Bianchi tornaram-se menos interessantes depois que ele radicalizou a discussão de A Causa Secreta e passou a bater na tecla de que o Brasil das ONGs e da desigualdade social não tem solução. As obras já nascem comprometidas - condicionadas - pela tese. Reprise, colorido, 93 min.

Isto não É Um Filme

20H30 NO TELECINE CULT

(In Film Nist). Irã, 2011. Direção

de Jafar Panahi e Mojtaba

Mirtahmasb.

Você vai encontrar muitos críticos dispostos a provar que, ao contrário do título, isto é um filme, mas seria desautorizar a excelência da obra anterior do próprio Jafar Panahi - O Balão Branco, O Círculo, Fora de Jogo. A importância do cartaz da TV paga vem das circunstâncias em que foi feito. Confinado no Irã, acusado de conspirar contra o regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad, Panahi conseguiu contrabandear para fora do país este documento que é, basicamente, um registro do seu cotidiano na prisão domiciliar. Mistura de documentário e ficção, metalinguagem pura, Isto não É Um Filme (É Um Filme?) teve seu desdobramento em Cortinas Fechadas, que passou em Berlim, em fevereiro. O impacto não foi o mesmo. Reprise, colorido, 75 min.

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