Beto Villares

O músico faz trilha para um cotidiano inusitado.

, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2010 | 00h00

1. SOM DA AMAZÔNIA - Chimbinha.

"Para surfar na pororoca. Estilo limpo, preciso e brilhante de guitarra, numa praia musical que poderia ter virado um gênero separado."

2. RÉQUIEM ALEMÃO - Johannes Brahms.

"Para chapar no sofá. Costumava ouvir muito essa obra divina. Até o meu cachorro deitava no chão, ao meu lado, por mais de uma hora."

3. QUEIJO E GOIABADA - Psilosamples.

"Ele faz o som parecer elástico, amoldável ao seu humor."

4. LOVE POTION NUMBER 9 - The Clovers.

"Começa com uma frase hipnótica e despretensiosa. Aí entra a voz, a banda, o suingue e? a alegria ampla e irrestrita do funk."

5. ÁRIA NA QUARTA CORDA- J. S. Bach.

"Essa é para lamentar o excesso de airplay. É tão bonita, tão perfeita. Pena que ouvi-la em nove entre dez casamentos a desgaste."

6. CANCIÓN MIXTECA - Ry Cooder.

"Para embalar a nostalgia mexicana. Ela fala da saudade da terra natal, da dor do exílio e da falta de vontade de viver, nessa condição. Faz parte da trilha do filme Paris, Texas, de 1984, de Wim Wenders."

7. JESUS - Lou Reed.

"Essa é para fazer o tempo parar: ponha a cabeça na almofada, silêncio e play. Long play."

8. INTRIGA INTERNACIONAL- Bernard Hermann.

"Um dos maiores, senão o maior compositor de trilhas sonoras, Fez várias para Hitchcock, entre elas, a de Psicose."

9. SOMEDAY MY PRINCE WILL COME - Miles Davis.

"Wynton Kelly toca seco ou sustentado, acordes brilhantes ou escuros. Coltrane faz solo angular. Coleman Hawkins faz solo contornado e perfeito. Miles toca poucas, estranhas e belas notas. Ouça o disco inteiro."

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