Bethânia revela intimidade da família em documentário

Documentário é lançado em comemoração ao centenário de dona Canô, mãe da cantora e de Caetano Veloso

Reuters,

07 de setembro de 2013 | 12h36

Conhecido por ficções de circulação internacional como Casa de Areia (2005) e Eu Tu Eles (2000), o diretor carioca Andrucha Waddington volta ao documentário em Pedrinha de Aruanda - Maria Bethânia. Em 2002, ele já havia explorado o gênero em Viva São João, que registrava as presenças de Gilberto Gil, Dominguinhos, Alceu Valença e outros.   Trailer de Pedrinha de Aruanda - Maria Bethânia  Pedrinha de Aruanda... entra em circuito nacional nesta sexta-feira, 14, em homenagem ao centenário de dona Canô, mãe da cantora e de Caetano Veloso, que será comemorado no próximo dia 16.  Duas semanas depois, o filme será lançado em DVD, tendo como extra o média-metragem Bethânia Bem de Perto. Trata-se de outro documentário, dirigido em 1966 por Julio Bressane e Eduardo Escorel, mostrando a cantora baiana em início de carreira, recém-chegada ao Rio de Janeiro, onde veio substituir Nara Leão no show Opinião. Filmado em apenas quatro dias, Pedrinha de Aruanda... tem como ponto de partida o sexagésimo aniversário da cantora, em junho de 2006. Bethânia é vista em sua intimidade, muitas vezes na casa de sua família, em Santo Amaro da Purificação (BA), onde ela passou a infância e a adolescência. Bethânia canta várias vezes ao lado do irmão, Caetano Veloso, da mãe, de sobrinhos e amigos, numa descontração bem diferente dos palcos, onde a cantora é conhecida pelo rigor de sua preparação. Um dos pontos altos é uma seresta na varanda da casa familiar, onde Bethânia e os familiares, dona Canô inclusive, interpretam Gente Humilde, Felicidade e A Tristeza do Jeca. Outro momento raro de espontaneidade passa-se numa viagem de carro, entre Salvador e Santo Amaro, à noite. O motorista é Caetano Veloso, conversando animadamente com Bethânia sobre o passado e suas recordações da infância, tendo como única testemunha o diretor Andrucha e sua câmera, no banco de trás. Da comemoração do aniversário de Bethânia, ficam alguns momentos de um show que fez na Concha Acústica de Salvador e a missa em sua homenagem, já em Santo Amaro. Em sua cidade natal, Bethânia explora a pé roteiros que percorria quando criança. Esta naturalidade da cantora diante da câmera é o grande diferencial deste documentário em comparação com outro trabalho sobre ela feito há dois anos, Maria Bethânia - Música é Perfume, do suíço Georges Gachot. Naquele filme, a intérprete mostrou-se bem mais solene e distante. Este documentário também foi lançado em DVD no Brasil. (Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

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