Berlim traz exposição sobre a ´dor´ em hospital e museu

Berlim abre na quinta-feira, 5, a mostra Schmerz (Dor, em alemão), uma pesquisa estética sobre as múltiplas expressões da dor por meio da combinação e do confronto de trabalhos artísticos que pertencem à ciência médica, à religião e ao cotidiano. A mostra acontece ao mesmo tempo no Museu Histórico de Medicina do hospital Charité e no Museu de Arte Contemporânea do Hamburger Bahnhof. A proposta é estruturada em quatro percursos diferentes que trazem os diversos significados da dor, entre eles sua face estimulante e seu diagnóstico e tratamento desde o século 15. "A dor faz parte da vida de todos nós, é sempre presente. Só na Alemanha temos 15 milhões de doentes crônicos. Não deve ser surpresa que também os museus proponham este tema", afirmou nesta quarta o presidente do conselho diretor do Charité, Detlev Ganten, durante uma coletiva de imprensa. "Este é o momento perfeito para apresentar a mostra. Estamos na Semana Santa e Cristo é o exemplo maior do sofrimento humano", disse o diretor do Hamburger Bahnhof, Eugen Blume. "Aprendi muito durante a preparação da mostra, a palavra ´dor´ abre sempre muitos debates atuais e estimulantes. Sobretudo, aprendi a ver a arte como forma de ciência e a ciência como forma de arte", acrescentou. Entre as obras expostas - de 5 de abril a 5 de agosto - estão criações de Joseph Beuys, Albrecht Dürer, Giovanni Batista Tiepolo, Francis Bacon, Bill Viola e a partitura original de 1736 da Paixão de Mateus, do compositor alemão Johann Sebastian Bach.

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