Bergman e um Spielberg polêmico

A Herdeira da Máfia

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

12 de abril de 2012 | 03h10

16 H NA GLOBO

(Crimes of Fashion). EUA, 2004. Direção de Stuart Gillard, com Kaley Cuoco, Dominic Chianese, Megan Foxx.

Crimes da moda - o título original dá mais a ideia do que se trata. Herdeira enfrentas todo tipo de pressão e precisa se impor à frente do império que herdou. Uma espécie de 'poderosa chefona', mas sem credenciais de direção nem elenco, exceto a presença da sexy Megan Foxx, cuja carreira meio que estacionou em Hollywood, depois que ela entrou em rota de colisão com o produtor e diretor Michael Bay. Reprise, colorido, 90 min.

Down From the Mountain

23 H NA CULTURA

(Down From the Mountain). EUA, 2000. Direção de Nick Doob, Chris Hegedus, D.A. Pennebaker.

Em maio de 2000, artistas se reuniram no auditório Ryman, em Nashville, para gravar a canção tema - Down from the Mountain - do filme dos irmãos Coen, E aí, Meu Irmão, Cadê Você?. O trio Doob, Hegedus e Pennebaker - o último, com larga experiência de documentários musicais - estava lá para registrar o que se passou. Reprise, colorido, 98 min.

Brasília, Um Sonho de Três

Séculos

0 H NA TV BRASIL

Brasil, 2010. Direção de Pedro Jorge.

Com base em extensa pesquisa, o diretor Pedro Jorge mostra que o sonho de Brasília foi muito anterior ao projeto do presidente Juscelino Kubitschek de transferir a Capital Federal do Rio para o Planalto Central. Joaquim Nabuco, o Marquês de Pombal, integrantes da Conjuração Mineira - todos sonhavam com Brasília, muito antes que ela existisse. Um programa cheio de revelações, que serão inéditas para muita gente. Reprise, colorido, 30 min.

Oito ou Oitenta

0H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Rodrigo

Minelli e Lucas Bambozzi.

A cena artística que se desenvolveu em Belo Horizonte, nos anos 1980, é resgatada num documentário com codireção de Lucas Bambozzi. Esse nome é uma credencial. Música, videoarte, o filme procura dar conta de muita coisa em pouco tempo. Consegue, você vai ver. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

Entre Dois Amores

15H20 NO TELECINE CULT

(Out of Africa). EUA, 1985. Direção

de Sydney Pollack, com Meryl

Streep, Robert Redford, Klaus Maria Brandauer.

A experiência africana da baronesa Karen Blixen, nascida na Dinamarca e que entrou para a história da literatura com o codinome de Isak Dinesen. Um grande romance sobre uma mulher adiante de seu tempo, que viveu um amor intenso com aventureiro inglês, interpretado por Robert Redford. Meryl Streep é excepcional no papel e certamente merecia o Oscar, que não recebeu. Melhor filme, diretor, fotografia e trilha. Lindo de ver - e ouvir. Reprise, colorido, 161 min.

O Quatrilho

18H10 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1995. Direção de Fábio

Barreto, com Glória Pires, Patrícia Pillar, Alexandre Paternost, Bruno Campos, Gianfrancesco Guarnieri, José Lewgoy, Cecil Thiré.

O primeiro de uma série de filmes brasileiros que, desde a Retomada de 1995, foram indicados para o Oscar. Nenhum venceu, e o trabalho de Fábio Barreto não entusiasmou os críticos, mas, no limite, é bem produzido e a história é atraente. Baseia-se no romance de José Clemente Pozzenato sobre dois casais de imigrantes italianos na serra gaúcha, no século 19. Há uma troca entre eles, o que apimenta o relato, mas o filme é um tanto edulcorado. O elenco ajuda, especialmente as atrizes. Glória Pires e Patrícia Pillar são ótimas. Reprise, colorido, 110 min.

Morangos Silvestres

22 H NO TELECINE CULT

(Smultronstallet). Suécia, 1957.

Direção de Ingmar Bergman, com

Victor Sjostrom, Ingrid Thulin, Bibi Andersson, Gunnar Bjornstrandt.

O sueco Bergman fez tantos grandes filmes que é até temeridade dizer que este pode ser o maior de todos - mas é. Narra uma odisseia interior. No dia em que vai ser homenageado na universidade, o professor Isak Borg faz uma viagem que é, ao mesmo tempo, uma jornada física e emocional. Ele atravessa os planos da realidade e da lembrança para se purgar de uma vida sem amor, terminando por resolver o mistério da própria vida. A exemplo de seu compatriota Alf Sjoberg - em Senhorita Júlia, de 1951 -, o autor faz com que passado e presente coexistam nas mesmas imagens, criando efeitos dramáticos que fazem parte das experiências mais marcantes de muitos cinéfilos. Reprise, preto e branco, 90 min.

1941 - Uma Guerra Muito

Louca

1H45 NO TCM

(1941). EUA, 1979. Direção de Steven Spielberg, com John Belushi, Dan

Aykroyd, Ned Beatty, Lorraine Gary, Toshiro Mifune.

O ataque a Pearl Harbour está por trás deste filme maluco em que os japoneses, na verdade, querem invadir Hollywood. Fracasso de público na época do lançamento, a mistura de comédia e guerra virou cult e hoje é vista como um filme adiante do seu tempo. Spielberg nunca foi muito chegado à comédia e o repúdio do público certamente deixou-o escaldado, mas vale a pena conferir a arte de John Belushi. Reprise, colorido, 118 min.

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