Benedetti elogia novo livro de Courtoisie

O escritor uruguaio Mario Benedetti apresentou nesta quinta-feira o seu compatriota Rafael Courtoisie como um dos jovens romancistas latino-americanos "de mais merecido prestígio". Tajos, último livro de Courtoisie, apresentado em Madri por Beneditti e pelo próprio autor, é uma obra de ficção. Publicado pela editora Língua de Trapo, o livro está dividido em uma série de relatos chocantes que circulam entre temas sobre a solidão, a violência, a dor, o desejo e o prazer. Segundo Beneditti, o livro de Courtoisie se move na ponte entre a poesia e a prosa, escrita com um particular rigor científico, com ironia e com o desejo de que o leitor não fique indiferente à sua obra. Benedetti explicou que, em Tajos, o leitor participa como um espectador envolvido "como um fio delgado, quase invisível, porém essencial". Seus textos em prosa "lidam com o poético", acrescentou Benedetti. O prestigioso poeta uruguaio traçou a qualidade da obra literária do seu compatriota não só por vir das Ciências Exatas e da Engenharia, mas também por haver conseguido a maior parte dos prêmios literários do Uruguai e alguns estrangeiros, como o Prêmio Loewe em 1995 pela sua obra Estado Sólido, o Prêmio Fraternidade e o Prêmio de Poesia Plural do México.

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