Ben Stiller faz estripulias no museu

Ben Stiller faz estripulias no museu

Superman 3

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2010 | 00h00

14H15 NO SBT

(Superman III). EUA, 1983. Direção de Richard Lester, com Christopher Reeve, Richard Pryor, Annette O"Toole, Jackie Cooper, Marc McClure, Robert Vaughn, Margot Kidder.

No terceiro filme da série, o Homem de Aço divide o estrelato com um ator negro de grande sucesso na época. Richard Pryor faz técnico de computadores que, inadvertidamente, dá ao vilão Robert Vaughn munição para combater o herói. No segundo filme, o diretor Lester havia feito um ótimo trabalho de demolição do mito pelo humor. Aqui, sua contribuição se resume quase exclusivamente ao balé humorístico inicial, que é muito bom. O resto é o resto, mas sempre é bom (re)ver Christopher Reeve no papel. Reprise, colorido, 88 min.

Gracie

15H45 NA GLOBO

(Gracie). EUA, 2007. Direção de Davis Guggenheim, com Dermot Mulroney, Elisabeth Shue, John Doman, Carly Schroeder, Andrew Shue, Jesse Lee Soffer.

Menina cujo irmão perdeu uma importante partida de futebol antes de morrer num acidente resolve se consagrar ao esporte ? em memória do garoto e também para levantar o moral do time (e da cidade). Mas não é fácil vencer o preconceito, principalmente o do próprio pai. Não espere grande coisa, por mais simpático que seja o elenco. Elisabeth Shue, bela e talentosa, nunca deslanchou na carreira. Se tivesse recebido o Oscar por Despedida em Las Vegas ? e teria sido merecido ?, a história talvez tivesse sido outra. Reprise, colorido, 92 min.

Uma Noite no Museu

22H40 na Globo

(Night at the Museum). EUA, 2006. Direção de Shawn Levy, com Ben Stiller, Carla Gugino, Dick Van Dyke, Mickey Rooney, Robin Williams, Steve Coogan, Paul Rudd.

Ben Stiller faz o pai divorciado que não aguenta mais se dar mal na vida (e desapontar o filho). Sua última tentativa por um emprego decente é aceitar o cargo de guarda da noite do Museu de História Natural, em Manhattan. O que ele não sabe, mas logo descobre, é que, à noite, todas as figuras empalhadas voltam à vida. Mistura de ação, humor e efeitos especiais com viagem pela história da humanidade ? os personagens pertencem a diferentes épocas ?, o cartaz da Tela Quente fez grande sucesso de público e é compreensível que assim tenha sido. As cenas com Robin Williams como herói da Guerra Civil são ótimas e o amigão de Ben Stiller, Owen Wilson, aparece sem crédito. Na sequência, o personagem de Wilson cresceu e foi integrado à trama principal com Stiller e Williams. Reprise, colorido, 93 min.

O Maior Amor do Mundo

2H45 NA GLOBO

Brasil, 2006. Direção de Cacá Diegues, com José Wilker, Taís Araújo, Sérgio Britto, Marco Ricca, Deborah Evelyn, Léa Garcia, Hugo Carvana.

Astrofísico brasileiro, residente nos EUA, volta ao País para tentar decifrar o mistério da própria vida. Garoto, ele foi entregue para adoção e, agora, morrendo de câncer, quer descobrir quem foi sua mãe. Cacá fez um filme para exaltar o amor à vida como o maior do mundo, mas o público não entendeu o cartaz da Globo desta maneira e a bilheteria ficou muito aquém do que o cineasta esperava. O filme é bonito, bem-feito, bem interpretado, mas ao contrário de Chuvas de Verão, com um tema próximo senão parecido ? o velho aposentado que retoma a alegria de viver ?, a empatia com as grandes plateias não ocorreu. Quem sabe, agora, na televisão, a coisa funcione melhor? O problema é o horário. Quase 3 da manhã exige um telespectador especial. Repare em Taís Araújo, a Helena de Manoel Carlos. E em Léa Garcia, uma das grandes damas do cinema nacional. Reprise, colorido, 106 min.

Amanhã

A Globo exibe amanhã, no Intercine, o preferido do público entre ? Homens de Honra, de George Tillman Jr., com Robert De Niro, Cuba Gooding Jr. e Charlize Theron, sobre negro de origem humilde que enfrenta preconceito para se tornar mergulhador da Marinha norte-americana (EUA, 2000, fone 0800-70-9011); e O Último Grande Herói, de John McTiertnan, com Arnold Schwarzenegger, Art Carney, Anthony Quinn e Frank McRae, sobre garoto que ganha ingresso mágico que lhe permite entrar e sair da tela com seu astro favorito (EUA, 1993, fone 0800-70-9012).

TV Paga

Henry e June

22 H NO TELECINE CULT

(Henry & June). EUA, 1990. Direção de Philip Kaufman, com Fred Ward, Uma Thurman, Maria de Medeiros, Richard E. Grant, Kevin Spacey.

Foi por causa da controvérsia em torno deste filme que a MPAA, Motion Pictures Association of America, criou há 20 anos uma nova classificação etária, P17, estabelecendo que jovens de 17 anos poderiam ter acesso a material adulto acompanhados dos pais. Mas toda a discussão ocorreu meio à margem do filme, motivada mais pelo que poderia ser do que pelo que é. A história da relação a três entre a escritora Anais Ninn e o também escritor Henry Miller, mais a mulher dele (June), prometia cenas de uma voltagem erótica nunca vista na produção A de Hollywood. O erotismo, propriamente dito, é soft (e gélido), mas o filme é bem escrito e interpretado. Fotografia e direção de arte oferecem um prodigioso trabalho de recriação de Paris, por volta de 1930. Reprise, colorido, 134 min.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.