Ben Affleck vira repórter em programa sobre violência no Congo

O ator Ben Affleck, que já recebeuum Oscar, mudou de profissão, ainda que por um curto período detempo. Ele viajou até o leste do Congo, uma região assoladapela guerra, para fazer uma reportagem para o programa denotícias "Nightline", do canal ABC. No último ano, Affleck já esteve três vezes na RepúblicaDemocrática do Congo e, em um ensaio colocado no site do canalde TV, diz que deseja chamar atenção para a violência, a fome eas doenças responsáveis por matar 1.200 pessoas por dia naregião. "Faz sentido desconfiar da militância feita pelascelebridades", escreveu Affleck, 35 anos, estrela de filmescomo "Hollywoodland -- Bastidores da Fama" e vencedor do Oscarde melhor roteiro por "Gênio Indomável". "Há sempre a suspeita de que o envolvimento de alguém comuma causa beneficia mais essa pessoa do que a causa em si",afirmou Affleck. Mas o ator disse ter esperança de que os espectadoresconsigam separar quaisquer desconfianças sobre seu envolvimentodaquilo "que é inegavelmente importante a respeito desseprograma: os problemas do leste do Congo". Emily Lenzner, porta-voz da ABC News, disse que Affleck nãoera um correspondente do "Nightline" e que o programa mostraapenas uma viagem que ele fez pelo Congo no mês passado. "Basicamente, nós fomos com uma câmera e um produtor. Eficamos acompanhando-o", disse Lenzner. "Foram as observaçõesdele, a jornada dele o que registramos." Viajaram ao lado de Affleck o produtor Max Culhane e ocameraman Doug Vogt, que ficou ferido em um ataque com bombaocorrido no Iraque em 2006. O ator procurou o "Nightline" com a idéia do programa. Em seu texto, Affleck fala sobre meninos sendo usados comosoldados e meninas sendo obrigadas a se casar. Ele disse terconversado com senhores da guerra, pacifistas, sobreviventes efuncionários de grupos de ajuda. E o ator afirmou ter vistobandos de militantes armados com suas AK-47. Na quarta-feira, o chefe da missão de paz da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU) no Congo disse que 1 milhão de pessoasestavam sendo impedidas de regressar para suas casas devido àfrequente suspensão das negociações de paz. Affleck não é o primeiro ator de Hollywood a chamar atençãopara os problemas da África. George Clooney e Don Cheadledefendem há muito tempo o envio de ajuda para a região deDarfur (Sudão). E Brad Pitt visitou o continente em 2005 ao lado de DianeSawyer, do canal ABC, para o programa "Primetime Live" a fim defalar sobre a pobreza e a disseminação da Aids.

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