Bellosguardo guarda tradição da cozinha italiana

Com seus vegetais em conserva, o fusilli artesanal, o frango na brasa e cabritos, o Bellosguardo conserva um pouco dos sabores da cantina Balilla, onde Renato Peduto e suamulher Adelina trabalharam durante muito tempo. Eles são os fundadores da casa que fica na Alameda Arapanés, que já tem 19 anos e chega aser tradicional numa cidade como São Paulo, em que restaurantes abrem e fecham rapidamente. Depois da morte de Renato, Adelina continuou cozinhando com a ajuda da filha Rosa. É uma típica cantina familiar e com história. A casa acrescentou ao cardápio da Balilla algumas receitas da moda, mas o forte continua sendo o excelente molho de tomate bem típico do sul da Itália e outros pratos tradicionais. O próprio nome do Bellosguardo é uma homenagem à cidade onde nasceu Adelina, em Nápoles, no sul da Itália. Com serviço cordial e clientes fiéis que conhecem os garçons pelo nome, o Bellosguardo vive um ambiente familiar. Um salão amplo fica ao lado de um agradável jardim com muito verde e uma parreira, que atualmente dá alguns cachos. Também no jardim, algumas gaiolas com periquitos. O cardápio tem bastante opções, mas é melhor mesmo ficar nos pratos já testados pelo tempo, como o frango grelhado com molho de cebola (R$ 20,90). O molho de tomate acompanhou com muita propriedade um fusilli artesanal gostoso, mais fino que o comum (R$ 22,70) e um nhoque realmente muito bom, entre os destaques da casa. Cabrito à caçadora, que costuma ser servido com o nhoque (R$ 31,10), muito bom, macio. Um pouco gordo, o que não é tão comum em cabritos, mas saboroso. O tagliatelli mare monti (R$ 28,90) não está entre os pratos mais famosos da casa, mas agradou, apesar da massa ligeiramente além do ponto al dente. Como o nome sugere, frutos do mar (anéis de lula, camarões miúdos, polvo, vôngole) e da terra (champignons).

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