Belle de Jour e dose dupla de Day-Lewis

Alaska

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2012 | 03h09

15H40 NA GLOBO

(Alaska). EUA, 1996. Direção de Fraser C. Heston, com Thora Birch, Vincent Kartheiser, Dirk Benedict, Charlton Heston, Duncan Fraser.

Fraser, filho de Charlton Heston, dirige o pai na história de garotos de 13 e 15 anos que tentam resgatar o pai, um piloto que sofreu acidente numa região remota do Alasca. Para complicar, eles salvam filhote de urso polar e há um caçador atrás do animal. Charlton virou mito nos anos 1950 e 60 e participou de grandes filmes. No fim da carreira, virou porta-voz da Associação Americana do Rifle e foi demonizado por Michael Moore, por causa disso, em Tiros em Columbine. Reprise, colorido, 110 min.

Uma Prova de Amor

22H30 NO SBT

(My Sister's Keeper ). EUA, 2009). Direção de Nick Cassavetes, com Cameron Diaz, Alec Baldwin, Abigail Breslin, Sofia Vassilieva.

Garota é concebida pelos pais para tentar salvar a vida da irmã, que tem câncer. Só um transplante talvez consiga salvá-la. O filme aborda a relação da mãe com as filhas - e a revolta da garota que se sente preterida e usada. No limite, o que vai parecer rejeição é uma desesperada prova de amor. Nick, filho de John Cassavetes, não herdou o grande talento do pai, mas faz um cinema honesto, com certa queda pelos sentimentos. Reprise, colorido, 109 min.

Indo Até o Fim

23 H NA REDE BRASIL

(Going All The Way). EUA, 1997. Direção de Mark Pellington, com Jeremy Davies, Ben Affleck, Amy Locane, Jill Clayburgh, Rachel Weisz.

Em 1954, dois jovens de Indianópolis voltam para casa. Os dois se alistaram para lutar na Guerra da Coreia, um permaneceu nos EUA, numa base militar em Kansas City, o outro foi ferido em combate. O retorno ao lar, os amores, as pressões familiares compõem o relato do diretor Pellington. Ele trabalhou muito com música, assinando clipes de Pearl Jam, Bon Jovi, U2 e Nine Inch Nails. No cinema, dirigiu A Última Profecia, com Richard Gere, e teve participações em Jerry Maguire - A Grande Virada e Quase Famosos, de Cameron Crowe. Um currículo interessante, que alimenta expectativa. Reprise, colorido, 103 min.

Enfim, O Cinema

0 H NA CULTURA

(Vivement Le Cinema). França, 2011. Direção de Jérôme Prieur,

Da Fantasmagoria de Étienne-Gaspard Robertson ao cinematógrafo dos Irmãos Lumière, o documentário do francês Prieur cobre um século de experimentos que culminaram na invenção do cinema. Poderia ser só didático (e informativo), mas a criatividade do diretor alça o programa a um outro nível. Reprise, colorido, preto e branco, 60 min.

A Bela da Tarde

3H50 NA REDE BRASIL

(Belle de Jour). França, 1967. Direção de Luis Buñuel, com Catherine Deneuve, Jean Sorel, Michel Piccoli, Pierre Clementi, Geneviève Page, Françoise Fabien.

A dupla vida de Sévérine, uma burguesa (casada) que à tarde se prostitui no bordel de Madame Anaïs. Buñuel já era um grande diretor, mas este filme marcou um tournant na sua carreira e ele virou um fenômeno cultural 'pop' dos anos 1960. Ele recebera a Palma de Ouro (por Viridiana), ganhou o Leão com A Bela da Tarde e, numa esteira de sucessos de público e crítica, obteve até o Oscar de filme estrangeiro (com O Discreto Charme da Burguesia). A persona de Catherine Deneuve, a preocupação (metalinguística) com a linguagem, tudo contribuiu para a aura do filme. Buñuel, com o pé no surrealismo, não fornece respostas para enigmas como o da caixinha que o cliente oriental mostra a Deneuve. O que há lá dentro? Reprise, colorido, 100 min.

TV Paga

Meu Mundo em Perigo

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2007. Direção de José Eduardo Belmonte, com Eucir de Souza, Rosane Mulholland, Justine Otondo, Milhem Cortaz.

Belmonte é um dos mais cultuados autores da nova geração de cineastas brasileiros e este filme tem a cara dele. Pressionado pela mulher, com quem disputa a guarda do filho, Eucir de Souza provoca acidente e se esconde. Inicia novo relacionamento, envolve-se com marginais. O mundo em perigo do protagonista permite ao diretor desenvolver seu método que consiste em inventar as cenas com os atores. Reprise, colorido, 96 min.

Meu Pé Esquerdo

22 H NO TCM

(My Left Foot). Irlanda, 1989. Direção de Jim Sheridan, com Daniel Day-Lewis, Brenda Fricker, Ray McAnally, Fiona Shaw, Cyrill Cusack.

Nascido com paralisia cerebral, o dublê de artista e escritor irlandês Christy Brown superou seus limites e conseguiu se expressar usando somente o pé esquerdo, única parte do corpo que conseguia movimentar. Um tour de force do ator Daniel Day-Lewis, que foi recompensado com o Oscar, o primeiro de sua carreira (houve outro, por Sangue Negro, de Paul Thomas Anderson). Brenda Fricker, que faz a mãe, também recebeu o Oscar (como melhor coadjuvante). Como curiosidade, vale destacar que o Telecine Cult exibe às 2h15 (da madrugada) Em Nome do Pai, segunda parceria do diretor Sheridan com Day-Lewis, sobre homem que é levado a julgamento, acusado de ter armado bomba do IRA, o Exército Republicano Irlandês. Reprise, colorido, 103 min.

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