BB investe R$ 19 milhões em marketing cultural

O Banco do Brasil investe R$ 19 milhões anualmente em marketing cultural com os três centros culturais que mantém. Dois estão localizados no Rio de Janeiro e em Brasília. O terceiro será inaugurado em São Paulo no dia 21 de abril. Para manter os três pontos, o banco possui uma verba anual de R$ 17 milhões (R$ 7 milhões para a unidade carioca e R$ 5 milhões para as dascapitais federal e paulista). Este valor será utilizado apenas para a contratação dos espetáculos e exposições, semcontabilizar os gastos com funcionários, estrutura e marketing. Outros R$ 2 milhões sãodirigidos por ano ao circuito cultural do BB, que faz um itinerário por 24 cidadesbrasileiras, incluindo o Interior de São Paulo.Tanto investimento em cultura tem um objetivo. Além de estreitar o relacionamento com osclientes atuais e ter a garantia de retorno com a boa imagem da instituição junto ao público,o marketing cultural, de acordo com a diretoria do banco, aproxima a instituição aoscorrentistas em potencial. "A cultura é uma boa via para se obter novos clientes. Tanto, quenão passa de R$ 2 milhões a verba empregada por meio da Lei Rouanet. Toda a outra parte doinvestimento é bancada pela instituição. É uma aplicação segura", garante CláudioVasconcelos, gerente executivo de estratégia, marketing e comunicação.Passam pelo CCBB do Rio de Janeiro, 1,2 milhão de espectadores por ano. A diretoria do banco,no entanto, não soube estimar qual será o volume de visitas na unidade paulistana. "Sabemosapenas que pelo centro da cidade passam diariamente 1 milhão de pessoas, mas não vamosatingir apenas esse contingente. O paulistano, de uma forma geral, aprecia muito a cultura edeve visitar o centro cultural. Esta é uma característica de quem vive na cidade", dizValéria Rezende, superintendente estadual do banco em São Paulo.Novas unidades - O Rio de Janeiro ganhou o CCBB há 11 anos e, em outubro do ano passado, asegunda unidade foi inaugurada no Distrito Federal. Apesar de ter recebido pedidos deinstalação de outros centros culturais em cidades como Recife e Florianópolis, a diretoria dobanco não tem previsão de abrir novas unidades nos próximos anos. "Precisamos primeiro obtero resultado prático destas três unidades. Depois avaliaremos o que vamos fazer nessa área",explica Vasconcelos.

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