Mônica Bento/ AE
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Bazar 'vintage' atrai fãs de LP em São Paulo

Cerca de 600 pessoas foram ao Paribar para comprar ou trocar discos de vinil

AE, Agência Estado

20 de junho de 2011 | 10h08

É todo um ritual: tirar o vinil do seu encarte, usualmente bem trabalhado, colocá-lo na vitrola, ajustar a agulha nos sulcos e pronto, a música sairá pelas caixas de som, com um jeitão antigo, vintage. Depois da quase - e anunciada - extinção durante os anos 1990, os "bolachões", como os discos são apelidados, viraram fetiche e voltaram ao gosto de um público mais jovem, de até 30 anos. Cerca de 600 apreciadores de música compareceram ontem ao Paribar, bar no centro de São Paulo, para o primeiro Bazar de Discos, e encontraram 36 expositores apertados dentro do local para vender ou trocar LPs.

Marcio Custódio, de 31 anos, criador do bazar e dono de uma loja de discos, festejou o sucesso do evento divulgado quase exclusivamente pelas redes sociais. "São Paulo nunca teve uma feira desse tipo, que reunisse expositores, compradores e curiosos. Resolvi, então, organizar um eu mesmo." Segundo ele, a ideia é tornar o bazar bimestral.

O público era predominantemente jovem. Os amigos Fernanda Gomes e Eduardo Correia, de 27 e 29 anos, respectivamente, cresceram na era do CD. Em casa, tinham a vitrola e os vinis dos pais. "Sempre quis ter uma vitrola minha", diz a moça. "Mas aqui em São Paulo é caro, algo em torno de R$ 300. Há dois meses fui para Londres e comprei uma. Agora estou começando a coleção", conta Fernanda, animada, mostrando os cinco discos de rock comprados há pouco.

Eduardo diz que o CD e a possibilidade de baixar músicas pela internet tirou a identidade da arte como um todo. "No vinil não existe muito esse negócio de pular as faixas. Há um respeito maior com toda a obra do artista", garante.

Apesar da variedade de gêneros musicais expostos, a escolha do local do bazar fez sentido. Em 1978 e 1979, Mick Jagger e Keith Richards, voz e guitarra dos Rolling Stones, frequentaram o Paribar em sua estada em São Paulo. Hoje, os seus discos são os mais procurados pelos jovens que nem eram nascidos na época. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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