Bartolomeu Queirós e Suzana Montoro são premiados

Ao longo de seus 67 anos, o escritor Bartolomeu Campos de Queirós ganhou prêmios diversos como o Jabuti e o 4.º Prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil, que venceu por unanimidade em 2008. Dois anos depois, foi finalista do internacional Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil. Nunca, porém, ganhou um prêmio tão alto quanto o São Paulo de Literatura, que paga R$ 200 mil.

AE, Agência Estado

26 de setembro de 2012 | 11h18

Na noite de segunda-feira, em cerimônia no Museu da Língua Portuguesa, seu nome foi anunciado como o autor do melhor livro de 2011: "Vermelho Amargo" (Cosac Naify). Bartolomeu morreu em janeiro, em decorrência de insuficiência renal. Não era casado e não tinha filhos e a premiação, como prevê o regulamento, vai para seus herdeiros legais.

O mineiro publicou 40 livros durante sua carreira - a maior parte dedicada ao público juvenil, como o que entregou à Cosac Naify quatro dias antes de morrer. "Elefante", um texto poético em que o narrador conversa com seu inconsciente sobre os limites do amor, deve ser lançado em maio. Tão importante quanto sua produção literária era seu engajamento na questão da leitura e da formação de leitores. Por isso, ocupava-se da capacitação de professores, fazendo palestras aqui e ali.

"Vermelho Amargo", que concorre ainda ao Prêmio Portugal Telecom, revisita a infância triste do narrador, marcada pela ausência da mãe e presença de um pai alcoólatra. A curta história, que "expressa com densidade reflexiva a vivência subjetiva do personagem principal", nas palavras da comissão julgadora, desbancou outros bons livros. Estavam no páreo "Diário da Queda", de Michel Laub; "Domingos Sem Deus", de Luiz Ruffato; "A Vendedora de Fósforos", de Adriana Lunardi; "Herança de Maria", de Domingos Pellegrini; "Don Solidon", de Hélio Pólvora; "Perdição", de Luiz Vilela; "Habitante Irreal", de Paulo Scott; "Em Nome do Pai dos Burros", de Silvio Lancellotti; e "Dois Rios", de Tatiana Salem Levy.

Mas a noite não foi só de homenagens a Bartolomeu - que, aliás, foram discretas. Psicóloga por formação e ocupação, Suzana Montoro venceu na categoria autor estreante com "Os Hungareses", seu primeiro romance, e também ganhou R$ 200 mil. Escritora nas horas vagas, já publicou quatro infantojuvenis, e espera agora o resultado do Jabuti em outubro. "Nem Eu Nem Outro" é finalista na categoria juvenil. Enquanto isso, escreve outra novela para adolescentes.

Ela concorreu com Ana Mariano ("Atado de Ervas"); Bernardo Kucinski ("K."); Chico Lopes ("O Estranho no Corredor"); Edmar Monteiro Filho ("Fita Azul"); Eliane Brum ("Uma Duas"); Julián Fuks ("Procura do Romance"); Luciana Hidalgo ("O Passeador"); Marcos Bagno ("As Memórias de Eugênia") e Susana Fuentes ("Luzia"). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
literaturapremiação

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.