Directorate of Gallipoli Historic Site/Handout via REUTERS
Directorate of Gallipoli Historic Site/Handout via REUTERS

Barcos naufragados da 1ª Guerra Mundial são museu no fundo do mar na Turquia

Visitantes mergulham para encontrar embarcações que afundaram há mais de 100 anos

Yesim Dikmen e Mehmet Emin Caliskan, Reuters

02 de outubro de 2021 | 18h41

A nova atração turística da Turquia, o Parque Histórico Subaquático de Galípoli, é um museu subaquático com 14 barcos naufragados sob o Estreito de Dardanelos, um vislumbre das ferozes batalhas entre as forças otomanas e aliadas na Primeira Guerra Mundial.

O fotógrafo turco Savas Karakas foi um dos primeiros a embarcar em um barco e mergulhar quando o parque abriu neste sábado, 2. Lá, disse, ele conseguiu se reconectar com seu avô que havia lutado na campanha de Galípoli, no noroeste da Turquia, em 1915.

"As mãos do meu avô foram desfiguradas e queimadas em ação, e eu sempre tive medo delas", disse Karakas, que vive em Istambul e cujo nome significa guerra, após a batalha. "Mas, quando vim a Galípoli e mergulhei, o metal enferrujado e o aço dos destroços me lembraram das mãos do meu avô e eu segurei as suas mãos debaixo d'água."

O Parque Histórico Subaquático de Galípoli abriu 106 anos depois das forças otomanas e alemãs interromperem uma invasão de tropas britânicas, francesas, australianas e neozelandesas.

A resistência otomana ainda é um ponto de muito orgulho na Turquia moderna. Na época, frustrou o plano Aliado de controlar os estreitos que conectam o Egeu ao Mar Negro, onde seus aliados navais russos estavam encurralados.

Entre as pesadas perdas britânicas, está um navio de guerra de 120 metros, o HMS Majestic, primeira parada dos mergulhadores em profundidade de 24 metros na costa de Seddulbahir.

 

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