''Barbossa é um dos mais adoráveis da série''

Geoffrey Rush

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

ATOR

Johnny Depp diverte-se com o seu personagem Jack Sparrow, mas você também parece adorar o seu Barbarossa. Por quê?

Porque ele é um dos personagens mais adoráveis da série, e da história dos filmes de piratas. Achava, sinceramente, que os roteiristas (Ted Elliott e Terry Rossio) já haviam explorado todas as possibilidades do conflito entre Jack e Barbarossa. Duelos de espadas, maldições astecas, monstros do mar, a Companhia das Índias. O que mais eles poderiam oferecer no quarto filme? Queria trabalhar de novo com Johnny, mas me inquietava a qualidade do material. Não pensava nas novas possibilidades da história - fonte da juventude, sereias, até o infame pirata Barba Negra!

Você agora pertence à esquadra real, e caça Jack Sparrow.

É uma mudança e tanto, não?

Não é porque um filme é de aventuras e custa caro que tem de abrir mão da inteligência. Sou fã dos velhos filmes de piratas, com Errol Flynn, Burt Lancaster... Todos aqueles caras míticos. Mas é interessante como a série Piratas reinventou o gênero para o público do século 21. Barbarossa é um sobrevivente, é calculista. O que ele quer na marinha real é um plano de pensão satisfatório porque, afinal, está ficando velho.

É diferente estar em uma produção tão "séria" como O Discurso do Rei e em um pop corn (pipoca e refrigerante) como Piratas 4?

O registro farsesco é muito difícil. Pode-se exagerar e dar tudo errado. Desde o primeiro filme, Johnny Depp criou uma linha de interpretação à qual eu me atrelei. É um desafio? Sim, é. É divertido? Sim, é. E eu espero continuar fazendo o número 5, 6...

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