Baratos, os livros de bolso vão conquistando leitores

Leia mais:Editoras apostam em bons títulosSegredo é o volume de vendaO que está acontecendo com o livro de bolso no mercado editorial brasileiro? Deixou de ser um mico? Ou continua sendo um negócio do tipo sem futuro? É difícil responder. Mais fácil é verificar, por exemplo, que o estudante parece ser o público leitor deste livro cuja principal característica é ser barato.Curiosamente o best seller da editora Paz e Terra, há 38 anos no mercado, é um livro de bolso: Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire (R$ 5), que em três anos vendeu 120 mil exemplares, segundo informaçoes do editor Marcus Gasparian. O livro é parte da bibliografia básica para a formaçao de professores.Entre os mais vendidos da L&PM - editora que existe há 25 anos, e que está dominando a cena no mercado brasileiro de livros de bolso atualmente - figura O Príncipe, de Maquiavel, com 18 mil exemplares vendidos. Literatura fundamental para quem estuda ciências políticas, história, Direito.Já a tradicional e popular Ediouro, que em seus 60 anos de existência ficou famosa por editar livros de bolso, possui várias coleções, quase 300 clássicos da literatura mundial como Cervantes e Homero, um elenco de tradutores renomados como Marques Rebelo e Carlos Heitor Cony, mudou. "O livro de bolso é forte, mas nao é mais prioritário", diz Sheila Kaplan, que assumiu recentemente o cargo de editora da Ediouro.As livrarias refletem bem essa situação. Na Cultura, Belas Artes, Livraria da Vila e Futuro Infinito os vendedores respondem que os livros de bolso da Ediouro e da Paz e Terra estão em baixa, e que o momento agora é da L&PM. A Paz e Terra parou de produzir seus pockets o ano passado, mas deve voltar à ativa e lançar 12 títulos no segundo semestre deste ano.

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