Banho de "Davi" levanta polêmica no meio artístico

Uma discussão sobre como lavar o Davi, de Michelangelo, está dividindo o mundo da arte. Parte dos restauradores quer limpar com água a escultura ícone do Renascimento, enquanto outros preferem limpá-la a seco. A estátua fará 500 anos no ano que vem, daí a idéia de limpá-la para as comemorações.Os modos de limpeza do David podem causar efeitos diferentes na obra. Lavar a estátua com água pode trazer de volta o aspecto original da escultura. Na limpeza a seco, apenas a sujeira mais grossa seria eliminada. Contudo, jogar água sobre a escultura poderia causar danos irreparáveis, segundo os restauradores que preferem a lavagem a seco.Uma destas é Agnese Parronchi, que foi encarregada pela Galleria dell?Accademia, de Florença, de coordenar a restauração. Ela se demitiu por discordar da intenção do diretor da instituição, que guarda a estátua desde 1873, em lavar o David com água. Ao lado dela estão 39 especialistas em arte de vários países do mundo, que pediram oficialmente à galeria a suspensão da limpeza, para que uma comissão independente julgue qual o melhor método.O principal argumento de quem é contra lavar o Davi com água é que a sujeira de cinco séculos modificou a superfície da obra. Uma lavagem poderia tornar a superfície da escultura muito uniforme. Mas o diretor da Galleria dell?Accademia, Franca Falletti, defende que somente lavando a escultura com água o Davi voltaria a parecer o ícone de eterna juventude criado por Michelangelo. O governo italiano apóia a lavagem com água, e deu autorização para o início da restauração, que deve durar seis meses, em setembro. As informações são do site da BBC. Para ler o noticiário da BBC, que é parceira do estadao.com.br, clique aqui.

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