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Banda Tame Impala chega a São Paulo em agosto

Tame Impala se tornou um culto após 'Innerspeaker', de 2010 e pretende tocar novas nos shows do Brasil

Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo,

10 Julho 2012 | 11h02

SÃO PAULO - Eram os deuses astronautas? Se você amava aquelas bandas que faziam uma música na medida para ser enviada em cápsulas ao espaço sideral, tipo Pink Floyd, David Bowie & Spiders from Mars, T-Rex, Cream, então você não pode perder o show do Tame Impala, grupo de Perth, Austrália, uma das novas sensações do rock.

A mais fina psicodelia do momento - tão refinada quanto a do Flaming Lips, mas sem o aspecto performático - chega a São Paulo para show no dia 14 de agosto, no Cine Joia (no dia seguinte, tocam no evento Mixtape Multishow, na programação da Popload Gig). Estão em evidência: dois dias antes de embarcar para o Brasil, eles tocam no Lollapalooza de Chicago.

"Nunca estive aí antes. Tudo que sei sobre o Brasil está resumido em um nome: Os Mutantes", diz o novo gênio da space trip universal, o australiano Kevin Parker, líder do Tame Impala, falando à reportagem por telefone. "Esses caras foram realmente visionários. Acho que o som deles tem tudo a ver com o nosso. Acho que conheço também Jesus Come back to Earth (de Arnaldo Baptista). Esse som tem tudo a ver com o som do Tame Impala", conta o músico.

O Tame Impala se tornou um culto mundial após um único disco, "Innerspeaker", lançado em 2010. O nome esquisito deriva de um animal, um tipo de antílope, cujo nome é Impala. Não tinham mais nada gravado, mas chegam ao Brasil a bordo de um novíssimo álbum, que só será lançado em outubro, "Lonerism" (Modular Recordings). "Vamos tocar algumas canções do novo disco aí. Não sei quantas. Quando tocamos ao vivo, a gente foca no repertório mais conhecido, mas estamos experimentando com as músicas novas", afirmou.

Uma que Kevin promete que vai tocar é "Apocalypse Dreams", o primeiro single do novo disco. "Eu gosto de David Gilmour, eu gosto do Pink Floyd. Quando eu ouço o Pink Floyd, me dou conta de quão intenso era o space rock. Mas também ouço outras bandas", diz o músico. Por exemplo: eles costumam tocar uma cover de "Angel", do Massive Attack. "Claro, o trip hop também foi muito influente para a gente. Mas há uma diferença, eles usam muito o eletrônico, a gente não, tocamos nossos instrumentos". Os outros paladares da banda são Dominic Simper (guitarra), Nick Allbrook (baixo) e Jay Watson (bateria e vocais de apoio).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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