Banda Man... or Astro-Man? é atração da Virada Cultural

São Paulo oferece boas condições para a aterrissagem de discos voadores? Bom, esteja preparada ou não, a cidade não tem mais escolha: no dia 5, desce aqui na cidade a astronave da estrela máxima da Virada Cultural 2012, a banda Man... or Astro-Man?, um grupo de extraterrestres cuja nave baixou em Auburn, Alabama, lá pelos idos de 1991. Sua missão: vir à Terra para tocar surf music. Eles tocam no palco Barão de Limeira, às 22h30, um show que deve arrastar milhares de extraterrestres sedentos por rock?n?roll à alameda.

AE, Agência Estado

26 de abril de 2012 | 10h47

"Acho que uma banda tem uma certa gama de obrigações", disse à reportagem o baterista Brian Birdstuff, um dos cabeças do quarteto (os outros são o baixista Coco the Electronic Monkey Wizard; o guitarrista e vocalista Star Crunch; e a guitarrista e baixista Avona Nova). "Não acredito em bandas que se recusam a tocar as velhas canções, que dizem que tentam reinventar sua música o tempo todo; não é leal com os fãs. Nós tocamos tudo. Queríamos ser entertainers quando começamos, fazer as pessoas se divertirem, e é isso que ainda estamos fazendo", afirmou.

As roupas e o clima de ficção científica barata dos anos 1950 são parte obrigatória do circo sideral do Man... or Astro-Man?. Uma biografia cheia de fatos inventados completaria o traje espacial. Alguns dados "biográficos" do quarteto: se tocassem em shows as harmonias complexas de seu tempo, o choque musical exterminaria toda a raça humana; eles insistem que sua aparência humana é um disfarce, assim como o sotaque do Alabama; na verdade, uma parte de seu cérebro é sintética e inclui componentes de um velho Atari 2600; e foi uma disfunção na bexiga que causou a destruição da nave espacial em que eles vieram ao Brasil.

"Nós não somos rock stars, somos artistas. Quando começamos, ninguém projetava essa coisa de virar estrela. A arte, para mim, trata de desmentir essa gente que acha que música tem de se levar demasiadamente a sério, tornar-se sisuda", explicou Birdstuff. "Eu gosto de filmes do Tarkovsky, como Solaris, mas quando a gente começou, vimos que para fazer alguma coisa climática sem grana e sem know-how, a única saída era a paródia, a brincadeira. Vimos que aqueles caras do cinema, como Roger Corman e Ed Wood, faziam isso com quase nada, e resolvemos adotar também essa estratégia."

Segundo Birdstuff, a própria surf music tinha a ver com isso, era contemporânea daquelas utopias futuristas. "Havia, nos anos 1950 e 1960, um grande otimismo nos Estados Unidos acerca de ir para a Lua, viajar em carros voadores. Era um momento cultural muito especial, e a surf music embalava esses sonhos."

Depois de uma década fazendo turnês vertiginosamente, 30 países e todos os Estados americanos, o Man... or Astro-Man? esteve separado por um tempo. Em um período de dez anos, tocou apenas em 2006. Em 2010, por ocasião do aniversário da banda, reuniram-se e não se separaram mais. "A gente começou quando era adolescente, vivíamos na mesma casa. Isso desgastou um pouco. Mas a gente evoluiu. Vimos, quando começamos a excursionar de novo após tanto tempo, que tínhamos voltado à excitação original. Isso tem sido demais." Seu disco voador baixa no dia 6 em Bauru, no Jack Music Pub; dia 9 em Goiânia, no Bolshoi Pub; e no dia 10 no Cine Joia, em São Paulo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Virada Cultural - A partir das 18 horas do dia 5 de maio - programação completa no site: www.viradacultural.org/programacao

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