Banda Dead Fish chega aos 18 anos sem perder atitude

Durante 18 anos, a banda capixaba Dead Fish vem amealhando fãs por todo o País com letras políticas, acordes agressivos e batidas pesadas. Sem perder a atitude, o novo disco do grupo é um retrato dos últimos tempos em São Paulo. ?Tem gente que pensa que o hardcore é restrito, que é limitado. Existem bandas como nós, que continuam fazendo músicas rápidas com uma temática sociopolítica. Mas não julgo quem prefere cair para um caminho mais ameno, com letras leves e de amor?, traça um paralelo com o hardcore melódico de CPM 22 e NX Zero. A faixa-título do CD, diferentemente do que o ouvinte possa pensar, é dedicada à mulher do vocalista Rodrigo, que queria fugir de São Paulo. ?Não tenho como escrever letras bonitinhas em uma cidade que alaga com qualquer chuva, em que você é obrigado a fazer salto sobre mendigos?, desabafa. A sonoridade do CD traz uma volta às raízes. Tudo é muito rápido, pesado. ?Voltamos a ser um quarteto (com a saída do guitarrista Hóspede) e tentamos voltar àquela espontaneidade que sempre foi nossa marca no início de carreira.? A maioridade trouxe lições para Rodrigo e companhia. E a estrada, por incrível que pareça, ainda ensina muito, segundo ele. A intenção do grupo é permanecer tocando pelo País o ano todo. O show de lançamento, como de costume, será na casa Hangar 110, o templo do hardcore em São Paulo, dias 21 e 22 de março. As informações são do Jornal da Tarde.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.