Band estréia hoje, às 22 horas, <i>Paixões Proibidas</i>

A nova novela da Band, Paixões Proibidas, que estréia nesta terça-feira, às 22 horas, já é polêmica antes mesmo de ir ao ar. Os diretores, tanto da emissora brasileira, quanto da RTP (Rádio e Televisão Portuguesa) - que está co-produzindo a trama - buscam justificar o tom "sensual" de algumas cenas que vão aparecer nas telas a partir desta noite. "Não há nada no que será exibido que seja impróprio para o horário. As cenas de sexo não são gratuitas. Elas estão inseridas no contexto da trama", afirma Juca Silveira, diretor de programação da Band. Usando quase o mesmo discurso que Silveira, o português Nuno Santos, diretor de programação da RTP, defende a qualidade de seu novo produto. "A trama está muito bem produzida, inclusive as cenas de sexo. Não podemos olhar e dizer que é uma novela sexualmente forte", conclui ele.Já Ignácio Coqueiro, diretor geral de Paixões Proibidas, em entrevista ao JT, em setembro, foi mais ousado ao apresentar a novela. "Como a trama vai ser exibida às 22 horas, tenho liberdade para brincar um pouco mais com as cenas de sexo. Mostrar sacanagem mesmo".O ator Miguel Thiré, que interpreta Simão, protagonista da história, junto a Teresa, personagem da atriz estreante Anna Sophia Folch, adianta que a novela é, de fato, diferente dos padrões televisivos. "O que eu vi, logo na primeira cena que gravei em Portugal, é que a novela é muito visceral. A mão do Ignácio (Coqueiro) faz com que ela tenha uma verdade diferenciada. Quando tem uma briga, é uma briga mesmo. De incomodar o espectador. Quando tem uma cena de amor, é amor mesmo. E quando tem uma cena de sexo, é sexo mesmo". Opa. É sexo de verdade, então? "Não. Mas as cenas de sexo têm uma entrega diferente do que a gente está acostumado a ver na televisão. Se (Simão) tiver uma cena de amor no futuro, ela será feita com uma grande verdade", explica o ator, que participou de Malhação, da Globo. Amores proibidos e traições formam a base do enredo de Paixões Proibidas, escrita por Aimar Labaki. A novela luso-brasileira é uma adaptação de três obras do escritor Camilo Castelo Branco.

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