Balé Scala de Milão traz 'Giselle' a São Paulo

A história de uma jovem campesina que vive feliz até se apaixonar por um conde que, encantado por ela, decide se passar por um simples lenhador para conquistá-la. Quando o impostor é desmascarado, a garota, que tem namorado, enlouquece de tristeza e morre de amor. Assim é "Giselle", o último balé romântico, um dos maiores clássicos da dança, interpretado por umas das mais respeitadas companhias do mundo: a do Teatro Scala de Milão.

AE, Agência Estado

12 de julho de 2012 | 10h48

Em sua terceira turnê (1983 e 2004) pelo País, desta vez com o russo Makhar Vaziev à frente da direção artística, a trupe mais célebre do teatro musical do mundo acrescenta dois novos destinos às suas apresentações, Belo Horizonte e Goiânia, e traz no elenco bailarinos consagrados, como Marta Romagna, Petra Conti e Eris Nezha. "Estamos muito felizes com esta nova etapa. Além de levar o balé a novas cidades, é uma bela forma de quem gosta ter a oportunidade de ver ao vivo. E quem não conhece, tomar gosto", comentou Vaziev à reportagem sobre a turnê que chega nesta quinta a São Paulo, no palco do Teatro Municipal.

Seria esta a forma de dar continuidade a uma arte que tem fama de não conquistar tão facilmente as novas gerações? "Seria e é. O balé é uma arte eterna e atemporal. Não faço, aliás, distinção entre o clássico e o contemporâneo. São duas formas de se fazer a mesma arte. A diferença é que o clássico nos exige mais disciplina formal", acrescenta o diretor e bailarino que iniciou a carreira em 1979, no Ballet Kirov, em que foi solista e primeiro-bailarino nos anos 80.

Antes de assumir a direção do Scala, Vaziev foi, de 1995 a 2008, diretor do Kirov no Teatro Maryinsky em São Petersburgo. Durante os 13 anos em que comandou a companhia russa, Vaziev estabeleceu diálogo com grandes nomes do balé contemporâneo e com diversos dos maiores coreógrafos do século 20, como Hans van Manen, George Balanchine, John Neumeier, William Forsythe, Harald Lander, entre outros. "A responsabilidade de estar à frente de companhias que fazem parte da história do balé é imensa. E mais que preservar o passado, e mantê-lo vivo, acredito que precisamos manter a comunicação, a contaminação e a colaboração com o tempo presente e seus artistas", comenta o diretor que, não por acaso, em 2002 foi nomeado Artista Honorífico da Rússia e também recebeu o prêmio Spirit of Dance na categoria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

GISELLE - BALLET DO TEATRO SCALA DE MILÃO

Teatro Municipal (Praça Ramos de Azevedo, s/nº). Tel. (011) 3397-0300.

5ª e 6ª, 21 h; sáb., 20 h; dom., 17 h. R$ 150 a R$ 390.

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