Balé da Cidade se apresenta no Teatro Municipal

O Balé da Cidade de São Paulo apresenta parte de seu repertório recente de quinta-feira a domingo no Teatro Municipal. A preços populares, o público poderá conferir Queens/Black Milk e Perpétuum, de Ohad Naharin, e Frágil, de Itizik Galili. Na próxima semana, a companhia estréia um novo espetáculo: Onde Está o Norte?, do coreógrafo mineiro Mário Nascimento.Essa é uma boa oportunidade para acompanhar a desenvoltura dos bailarinos. Nesta semana eles dançam peças de coreógrafos estrangeiros, espetáculos que foram pensados para o elenco como um todo, com forte marcação na música. Perpétuum foi criada pelo israelense Ohad Naharin para o Grand Théâtre de Génève em 2003. A coreografia foi adaptada para o Balé da Cidade, o elenco dança ao som das valsas de Johan Strauss e encena a decadência da aristocracia européia. Do mesmo coreógrafo, Queens /Black Milk são dois balés de 10 minutos cada um, unidos em um só. Queens, dançado só por mulheres, tem como tema central a solidão e a busca da identidade. Black Milk foi criada originalmente para ser dançada somente por mulheres, na sua nova versão os homens entram em cena como um contraponto a Queens. Um espetáculo que exige técnica apurada dos bailarinos, com movimentos intensos e acrobáticos. Por fim, Frágil do também israelense Itizik Galili. A peça destaca a sensualidade e o lirismo.?A proposta foi preparar o público. Primeiro fizemos uma temporada no Centro Cultural com espetáculos de coreógrafos brasileiros, agora a companhia mostra o trabalho de artistas estrangeiros, para chegar a uma coreografia um pouco mais sofisticada: Onde Está o Norte?, de Mário Nascimento?, explica a diretora do Balé, Mônica Mion. Mário Nascimento trabalha com todos os bailarinos da companhia, ao todo 29 integrantes. Como de costume, ele dá liberdade para os intérpretes exporem suas idéias e criarem com base em uma movimentação previamente estabelecida. A coreografia é estruturada de acordo com a personalidade e qualidades de cada intérprete.Onde Está o Norte?, uma coreografia que pode ser entendida de forma conceitual, existencialista, como uma busca constante por respostas, por caminhos novos. ?O elenco se reveza no palco em solos, duos, trios, muitas vezes dançando simultaneamente. Essa simultaneidade de movimentos instiga a platéia a refletir sobre qual é o norte do espetáculo.? A trilha foi composta por Fabio Cardia. Balé da Cidade de São Paulo. Teatro Municipal. Praça Ramos de Azevedo, s/n.º, 3222-8698. 5.ª a dom., 18 h. R$ 10 (nova coreografia de 23 a 29/6, 21 h, e 25, 17 h. R$ 10 a R$ 15)

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