Balé da Cidade estreia versão moderna de 'Giselle'

Para encerrar o ano, o Balé da Cidade de São Paulo estreia amanhã sua versão inédita de "Giselle", obra composta pelo francês Adolphe Adam em 1841. Nas mãos do coreógrafo Luiz Fernando Bongiovanni, diretor-assistente da companhia, a clássica dança romântica ganha um toque contemporâneo, mas sem perder seu ar suntuoso. Acompanhando os 32 bailarinos em cena, a Orquestra Experimental de Repertório (OER), regida por seu maestro-titular, Jamil Maluf, apresenta a música original do espetáculo.

AE, Agência Estado

16 de dezembro de 2010 | 09h35

Inspirada num poema de Heinrich Heine, a dança narra a trajetória de Giselle, uma aldeã que se apaixona por um lenhador. O romance desmorona quando ela descobre que seu amor é Albrecht, um conde disfarçado. Abalada com a farsa, a moça morre. Um grupo de willis, fantasmas vampíricos de jovens noivas que morreram antes do casamento, quer que Giselle se una a elas. As estranhas criaturas têm o poder de fazer com que os homens que entram na floresta dancem até a morte.

Giselle e Myrtha, a rainha das willis, se envolvem num embate. Ainda apaixonada por Albrecht, o espírito da moça não quer ver o amado dançar, literalmente, mas a rainha está de olho no nobre, que visita o túmulo de Giselle. Outro que aparece por lá é Hilarium, um rapaz simples que sonhava em se casar com a aldeã.

Para representar as impressões que a protagonista passa para Albrecht, Hilarium e Myrtha, Bongiovanni alterou a obra original, colocando três bailarinas - Fernanda Bueno, Fabiana Fornes e Vivian Navega Dias -, para dar vida a Giselle. "Uso três garotas porque ela tem relações diferentes com cada um desses personagens", explica. O coreógrafo, que já viveu Hilarium no palco, também mudou o rumo do personagem. "Quando eu o interpretava, pensava em alguns finais alternativos. Imaginava o que poderia acontecer caso ele não morresse, por exemplo", revela. A rainha Myrtha, que na obra original é maléfica, agora se mostra mais sensível. Ela, inclusive, é capaz de amar e se apaixona por Albrecht, deixando a disputa entre ela e Giselle acirrada.

A nova coreografia mistura técnicas de dança clássica e contemporânea e incorpora movimentos de luta, mímica e teatro. Bongiovanni deu também um toque de humor ao clássico, com momentos mais descontraídos, em contraponto à tensão da trama. Para ele, "Giselle" é uma boa oportunidade para quem não tem o costume de ver dança começar a se interessar pela arte. "A produção tem muito a ver com as celebrações de fim de ano. É uma oportunidade de passear com a família e assistir a uma peça fácil e forte, ao mesmo tempo", conclui. Além da perspectiva de voltar a encenar "Giselle" em 2011, o Balé da Cidade de São Paulo prepara novas coreografias, que vão estrear no Theatro Municipal de São Paulo. As informações são do Jornal da Tarde.

Giselle - Auditório Ibirapuera (Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3 do Parque Ibirapuera). Tel. (011) 3629-1075. Sex. e sáb., às 21h. Dom., às 18h. Ingr.: R$ 30. 80 minutos. 12 anos.

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