Divulgação
Divulgação

Balé da Cidade estreia espetáculo 'Paraíso Perdido'

Criação inédita do coreógrafo grego Andonis Foniadakis, peça estreia hoje no Sesc Vila Mariana

AE, Agência Estado

05 de maio de 2011 | 09h48

O Balé da Cidade ensaia sua volta por cima. Na hora de discorrer sobre "Paraíso Perdido", nova coreografia da companhia, a diretora Lara Pinheiro evita falar em recomeço. Tampouco usa o termo virada. Mas acredita que o grupo, criado em 1968, vive hoje um "momento simbólico".

Depois de atravessar uma recente turbulência - que incluiu corte de verbas, poucas estreias e troca de gestão -, o Balé parece voltar ao prumo e recupera sua tradição de trabalhar ao lado de coreógrafos estrangeiros. A última produção internacional datava de 2008, quando o conjunto dançou "Canela Fina", do espanhol Cayetano Soto.

Com estreia marcada para hoje, no Sesc Vila Mariana, "Paraíso Perdido" é uma criação inédita do grego Andonis Foniadakis. Coreógrafo a despontar na cena internacional, Foniadakis já assinou peças para companhias do porte do Balé da Ópera de Lyon e do Ballet du Grand Théâtre de Genève. No Brasil, chegou a trabalhar com a Sociedade Masculina, em 2007. E, de acordo com ele, desde essa ocasião tem vontade de coreografar para o Balé da Cidade. "Vi dançarinos muito poderosos, com uma energia e uma vivacidade únicas", diz o coreógrafo.

O perturbador universo de Hieronymus Bosch embasou Foniadakis. Das telas do pintor holandês emerge, quase invariavelmente, um mundo putrefato. Território em que a sacralidade convive com a degradação, onde monstros e santos compartilham um mesmo lugar. "Eu me dei conta de que essa combinação, entre algo que é ao mesmo tempo espiritual e erótico, tinha muito a ver com o meu estilo", comenta o artista grego, que trabalhou a partir da trilha sonora original de Julien Tarride.

Segundo Foniadakis, a convivência com o conjunto paulistano também significou a possibilidade de compor espetáculos para grandes conjuntos. "Na Europa, é raro que coreógrafos jovens tenham a oportunidade de fazer algo desse porte." Nessa coreografia, o Balé da Cidade leva ao palco 34 bailarinos. Marcada para julho, a próxima estreia da companhia deve seguir em direção contrária. Serão duas peças, ambas com poucos dançarinos em cena, concebidas pela própria Lara Pinheiro e pelo português André Mesquita. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Balé da Cidade de São Paulo - Sesc Vila Mariana (Rua Pelotas, 141). Tel. (011) 5080-3000. 5ª a sáb., 21 h; dom., 18 h. R$ 24. Até 8/5.

Tudo o que sabemos sobre:
dançaBalé da Cidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.