Balanço da Mostra do Redescobrimento

O presidente da Associação Brasil 500 Anos, Edemar Cid Ferreira, fez um balanço positivo da etapa paulista da Mostra do Redescobrimento, realizada na capital do Estado durante os últimos 121 dias e encerrada neste domingo. Segundo os organizadores, foram 1.883.872 visitantes, sendo 600 mil estudantes. Ao todo foram arrecadados cerca de R$ 4,5 milhões, com a bilheteria e com a venda de catálogos. Durante o anúncio houve também a oficialização do desligamento da associação da Fundação Bienal. As duas instituições ocuparão espaços contíguos, no Parque do Ibirapuera. O pavilhão Lucas Nogueira Garcez (a "Oca") ficará sob os cuidados de Ferreira, que marca o debute do novo órgão, que se chamará Associação Brasil + 500, com uma mostra especial da Televisão Brasileira, que será aberta dia 25 de novembro. Já está em andamento também uma parceria com mostras da Fundação Guggenheim.A mudança para a Oca, prédio "abandonado" por cerca de 14 anos, chega a ser curiosa. O pavilhão foi e será o único a ser restaurado exclusivamente para abrigar a exposição. "A Associação prevê alguns reparos em instituições brasileiras, mas reforma, não", afirmou Ferreira. A associação gastou cerca de R$ 20 milhões com a promessa de devolver o prédio até o fim do ano. Mas, com o sucesso da Mostra, Ferreira conseguiu a cessão do local por um decreto assinado pelo prefeito Celso Pitta (PTN). Na estrada - A itinerância nacional começa no dia 3 em Brasília e depois, dia 5, no Rio de Janeiro. O roteiro internacional começa por em Portugal. Mas nunca as cerca de 15 mil peças da mostra original voltarão a ser vistas em conjunto. Durante os 121 dias da exposição foram realizadas três pesquisas para avaliar a participação da população. No início, os resultados mostraram que o módulo mais visitado era o das Artes Indígenas, e que a mostra estava recebendo a visita somente das classes A e B. Segundo Ferreira, 52% eram estudantes universitários. "A gente queria que a mostra fosse vista não somente por este público, mas também pelas classes C, D e E". Isso só aconteceu após a implantação de um projeto em parceria com o Grupo Sou da Paz, que organizava turmas de moradores de bairros da periferia para visitar a exposição, pagando a condução e um lanche no final da visita. As entradas gratuitas também foram um fator determinante, contribuindo para a duplicação do número de visitantes. Estes dois projetos serão mantidos nas itinerâncias nacionais. Mas no exterior, o objetivo da Associação é atingir somente "as classes culturais". "Queremos que o mundo veja o que há de melhor no Brasil", disse Ferreira. Os organizadores estimam que até 2003 as mostras itinerantes sejam vistas por cerca de 10 milhões de pessoas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.