'Balacobaco' investe no humor com armações

A comédia e a tragédia vão andar lado a lado em "Balacobaco", nova novela da Record, que estreia nesta quinta-feira, às 22h30. Na trama de Gisele Joras (de "Bela, a Feia"), cenas engraçadas intercalarão mortes, golpes e planos de vingança. "Meu trabalho sempre teve um toque de humor, acho importante para equilibrar o melodrama mais intenso", analisa a autora.

AE, Agência Estado

04 Outubro 2012 | 10h46

A trama gira em torno da mocinha Isabel (Juliana Silveira), que, no momento em que se considera mais realizada financeira e afetivamente, entra numa maré de azar. "O começo dela é como se fosse um final feliz. Ela está casada com o namorado da adolescência e descobre que o príncipe não era o que pensava", adianta a atriz.

Ao saber que está grávida, a protagonista descobre que o companheiro, Danilo (Roger Gobeth), está cheio de dívidas, por ser viciado em jogos, e precisa vender o apartamento onde eles vivem para pagar as contas. Quando percebe que ele está sendo ameaçado por bandidos, ela perde o bebê. Ex-namorada do ator na vida real, Juliana diz que contracenar com ele não é problema. "É tranquilo. O relacionamento terminou numa boa", minimiza a loira.

A desgraça da personagem persiste depois da falência. Sua irmã, Teresa (Juliana Baroni), morre em um acidente de lancha e deixa a filha adolescente Taís (Letícia Medina), para Isabel cuidar, enquanto ela tenta reerguer seu escritório de arquitetura.

Anos antes, Isabel teve o carro roubado pelas gêmeas bivitelinas Dóris (Roberta Gualda) e Diva (Bárbara Borges). Após um acidente no veículo, as duas ficaram marcadas com cicatrizes e foram levadas a uma casa de detenção para menores, o que deixou a dupla com sede de vingança.

Enquanto planejam ficar cara a cara com Isabel, as atrapalhadas irmãs vivem de trambiques, que aprenderam com a mãe, Cremilda (Solange Couto), responsável pelas cenas de humor da novela. Diva incentiva o namorado, Norberto (Bruno Ferrari), a arrancar a fortuna do próprio pai com mentiras. Já Dóris é a musa dos filmes de Zé Maria (Silvio Guindane), um estudante de cinema que banca suas produções e a faculdade com o dinheiro que consegue nos golpes que dá em parceria com a sogra.

Cenário e figurino da trama, ambientada no Catete, bairro menos abastado na zona sul do Rio, têm cores vibrantes. "Queria uma narrativa que privilegiasse essa tropicalidade que o Brasil tem. Busquei dar leveza. É uma novela que expressa essa classe emergente", explica o diretor-geral Edson Spinello, que não quer fazer uma novela cabeça. "Se for um texto intelectual demais, as pessoas rejeitam." As informações são do Jornal da Tarde.

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