Bailarina gaúcha vai dançar no Bolshoi

Tiraram-lhe a sapatilha de ponta. No lugar, puseram um sapato salto 15. E a bailarina Raquel Steglich, 19 anos, gaúcha de Santa Maria, teve de se equilibrar no novo adereço. Acabou incorporando um andar desajeitado - no vocabulário dos dançarinos, "en demors". E, traduzido na linguagem dos leigos, "meio Carlitos", com os dedos dos pés bem para fora, em 180 graus. "É o sapato que uma ocasião dessas pede, né?", diz a garota para quem "andar na ponta dos pés é infinitamente mais fácil". "A Raquel é a primeira bailarina brasileira a integrar o corpo de baile do Bolshoi", anunciou, orgulhosa Jô Braska Negrão, supervisora-geral da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, Santa Catarina. No último sábado, dia 15, a bailarina sentou-se no "setor de honra" durante as comemorações dos três anos da escola. Nos festejos - que tiveram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazendo pliê e uma performance do ministro da Cultura Gilberto Gil, que rodopiou com flores brancas pelo palco -, Raquel só acenou da platéia. A jovem bailarina está de malas prontas desde o carnaval para se mudar para a Rússia, casa do Bolshoi. "O visto ainda não saiu. Estou muito ansiosa", diz a menina de voz miúda como suas dimensões - ela mede 1,59m e pesa 43kg. Será a primeira vez que Raquel vai morar sozinha e a primeira temporada no inverno russo. Para ler mais sobre a história de Raquel clique aqui

Agencia Estado,

18 de março de 2003 | 18h41

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.