Bailão no Anhembi

Do bate-estaca de FM feito pelo Swedish House Mafia aos remixes do Soulwax, o Ultra Music Festival toma a Arena Anhembi hoje com uma programação variada que pode trazer muitas surpresas.

ROBERTO NASCIMENTO , O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2011 | 03h08

Uma das grandes incógnitas é o New Order, reis absolutos do pop eletrônico oitentista, que voltaram à ativa este ano após uma tumultuada briga, em 2006, entre Bernard Sumner e Peter Hook, que não está mais na banda. O baterista Stephen Morris chegou a dizer ao jornal Guardian este ano, que era bem provável que os integrantes nunca mais gravariam ou tocariam juntos. Mesmo assim, o New Order merece respeito, pois ainda reverbera no rock contemporâneo como poucos outros veteranos ainda na ativa.

Ao mesmo tempo em que se apresentam, Diplo, o influente produtor de M.I.A, faz um DJ set e toca com a sua dupla Major Lazer. A relação de Diplo com o Brasil é importante, pois como os discos de M.I.A. o DJ e produtor ajudou a popularizar a batida do funk carioca nos Estados Unidos. Nos discos do Major Lazer, em que Diplo faz parceria com o DJ Switch, o pancadão é uma das influências mais notáveis.

O house de playboy do Swedish Mafia é o certamente o nome que vendeu mais ingressos. Com algo entre o pop de rádio e a música estruturada para a pista (com crescendos e retomadas) o trio de DJs suecos deve dar ares de Ibiza às margens do Tietê, transformando o Anhembi em uma megarrave, daquelas que há tempos não se vê nos palcos mais espaçosos de São Paulo.

No lado B da programação há boas opções, a começar pela house music encardida do Shit Robot. Nome de guerra do produtor irlandês Marcus Lambkin lança discos pela DFA, icônica gravadora de James Murphy, do LCD Soundsystem. Dos produtores que chegam para o festival, Lambkin é certamente um dos mais interessantes. Junto a seu set, também vale a pena conferir a apresentação da dupla canadense de stoner rock Death From Above 1979.

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