Babel

BOOKER PRIZE

, O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2011 | 00h00

Torcida brasileira por três finalistas

Uma torcida brasileira acompanhará com atenção, no dia 18 de outubro, o anúncio do vencedor do Man Booker Prize, o mais prestigioso prêmio literário da língua inglesa. Ela será formada pelas editoras que já contrataram alguns dos títulos entre os seis finalistas. A Rocco, por exemplo, dispõe de The Sense of an Ending, de Julian Barnes (foto), e Pigeon English, do estreante Stephen Kelman. Já a Record iniciou a tradução de Snowdorps, de A.D. Miller. Todos os livros devem sair apenas em 2012.

Três vezes finalista e sem nunca ter vencido, Barnes, de 65 anos, conta a história de um homem de meia-idade confrontado com seu passado depois de receber uma carta inesperada. Já Pigeon English acompanha um garoto ganês de 11 anos que vive numa área pobre e violenta de Londres com sua mãe e irmã e resolve iniciar, por conta própria, uma investigação quando um menino é assassinado e ninguém quer testemunhar. Kelman, que concorre também ao Guardian First Book Award, inspirou-se no caso de Damilola Taylor, morto aos 10 anos em 2000, para escrever o romance. Snowdorps, por sua vez, é um livro sobre culpas e ambiguidades morais na Rússia contemporânea.

ROMANCE

Hatoum em 2012

Ficou para o próximo ano a publicação do novo romance de Milton Hatoum. O escritor, cronista do Caderno 2, do Estado, ainda não concluiu a trama - e segue mergulhado no trabalho.

POLICIAL

Três meses de crime

Dennis Lehane, que teve três de seus nove romances policiais levados à tela, acaba de assinar contrato para escrever uma Trilogia de Três Meses - Setembro, Outubro e Novembro -, que será lançada em 2013. Lehane é autor de Rio Místico (no cinema, Sobre Meninos e Lobos, dirigido por Clint Eastwood), Gone Baby, Gone (direção de Ben Affleck) e A Ilha do Medo (dirigido por Martin Scorsese), todos publicados no Brasil pela Companhia das Letras. A Trilogia dos Meses vai ter como protagonista um detetive com uma doença terminal, que investiga um famoso assassinato em Boston - e resiste o bastante para elucidar o caso.

TEATRO

A educação de d. Sebastião

Uma das apostas da Annablume, em seu projeto de publicação com a Imprensa da Universidade de Coimbra da coleção Portugaliae Monumenta Neolatina, é a peça Sedecias (1570), do jesuíta Luís da Cruz, que será lançada em outubro. O texto foi concebido e encenado tendo em vista a educação de dom Sebastião, à época um jovem com inclinações belicistas. Mesmo em Portugal, a peça é pouco divulgada.

NOVELA

A vampira de Eliade

Chega às livrarias em novembro, com o selo da Tordesilhas, A Senhorita Christina (1936), uma novela vampiresca de ninguém menos do que o historiador e mitólogo romeno Mircea Eliade (1907-1986). Para escrevê-la, Eliade se baseou no folclore de seu país; ainda assim, a obra trouxe problemas - ele foi acusado de pornografia. A tradução da novela será feita diretamente do romeno por Fernando Klabin, formado em Ciências Políticas pela Universidade de Bucareste. A edição, em capa dura, terá ilustrações do argentino Santiago Caruso (veja uma delas abaixo), que já assinou, na mesma editora, os desenhos de A Condessa Sangrenta, de Alejandra Pizarnik.

CINEMA

Tezza na telona

O escritor Cristóvão Tezza acertou a venda dos direitos de seu segundo romance, Juliano Pavollini, para o cinema. Quem comandou a negociação foi o ator Caio Blat, que já escreveu o roteiro e pretende assumir a direção. A mais premiada obra do autor, O Filho Eterno, já recebeu uma versão para o teatro (está em cartaz no Rio) e teve seus direitos negociados pela RT Features, de Rodrigo Teixeira. Os dois livros são publicados pela editora Record.

DIGITAL

A onda das autopublicações

Uma pesquisa encomendada à Bowker PubTrack, que analisa estatísticas do mercado editorial, revelou que 80% dos compradores de livros eletrônicos nos Estados Unidos consideram "irrelevante" saber o nome da editora na decisão de comprar um título. E só 25% disseram saber qual o selo de uma obra adquirida pela internet.

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A pesquisa foi feita para analisar o crescente mercado de livros autopublicados - uma tendência que preocupa editoras americanas e britânicas, alarmadas com os cada vez mais frequentes best-sellers surgidos sem o aval de um selo de peso. A pesquisa mostrou também que, mesmo sem saber quem publicou o livro eletrônico, 21% dos consultados já compraram um título autoeditado.

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