Babel

Giorgio Vasari, 500 anos depois

Raquel Cozer, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

Duas trabalhosas traduções e dois eventos com nomes internacionais suprirão histórica lacuna da obra do italiano Giorgio Vasari (1511-1574) no Brasil. O pai da historiografia de arte nunca teve suas biografias de artistas na íntegra por aqui. Em setembro, a Editora Unicamp publica Vida de Michelangelo Buonarroti (1568), vertida por Luiz Marques, num trabalho de mais de 20 anos - das 800 páginas, mais de 600 são de comentários. Marques organiza para 23/9, na Unicamp, e o período de 26 a 28/9, na Biblioteca Nacional, no Rio, evento sobre Vasari, com a presença de Massimo Firpo, da Universidade de Turim; Silvia Ginzburg, da Universidade de Roma; e outros. Ainda em setembro sai, pela WMF Martins Fontes, o volume que engloba a biografia de Michelangelo, Vidas dos Mais Excelentes Arquitetos, Pintores e Escultores Italianos (conhecido como As Vidas dos Artistas). Também comentado, teve a primeira edição, de 1550, vertida por Ivone Benedetti.

PREMIAÇÃO

Sem chance

Nenhum autor da Rocco ficou entre os 50 finalistas do Prêmio Portugal Telecom, anunciados esta semana. Não poderia ser diferente: a editora se esqueceu de fazer as inscrições. Restou à casa pedir desculpas a todos os autores que publicou em 2010, nomes como Adriana Lisboa (Azul-Corvo), André de Leones (Como Desaparecer Completamente), Patrícia Melo (Ladrão de Cadáveres) e Silviano Santiago (Anônimos).

MEMÓRIAS

Reflexões de Joan Didion

Previsto para novembro nos EUA, o novo livro da escritora e jornalista americana Joan Didion, Blue Nights, sai em 2012 por aqui pela Nova Fronteira. A obra dá continuidade à narrativa autobiográfica de O Ano do Pensamento Mágico, que deu à autora o National Book Award ao relatar os dias que se seguiram à morte do marido e durante os quais a filha, Quintana, estava hospitalizada em estado grave. Quintana morreu pouco depois do lançamento do livro, em 2005, e Blue Nights promove uma reflexão de Didion sobre seu papel como mãe.

BEST-SELLER

Os cadeados vêm aí

Nas grades da Pont des Arts, em Paris, e de outras pontes europeias, cadeados deixados por apaixonados integram a paisagem faz alguns anos - são uma espécie de amarra simbólica para casais. Agora, há um risco de cenário parecido surgir sobre o Tietê: o romance que popularizou essa moda na Europa, Sou Louco Por Você, do italiano Federico Moccia, sai no mês que vem pela Planeta.

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A mania até teve seus primeiros sinais antes do livro de Moccia, de 2006, mas apenas na ponte Mílvia, em Roma, onde os protagonistas do romance deixaram sua tranca romântica, a euforia fez com que um poste tombasse de tanto cadeado pendurado.

HISTÓRIA-1

Últimas palavras

A Revista de História publica em junho entrevista concedida por Vitorino Magalhães Godinho pouco antes de morrer, em abril. Aos 92, o célebre historiador português falou a Alberto da Costa e Silva e Tiago dos Reis Miranda, entre outras coisas, sobre a Europa atual: "A estupidez mais absurda é a dos dirigentes da União Europeia, e que leva a que se aplique a países com tradições tão diferentes na economia, nos costumes, na língua, em tudo, as mesmas receitas econômicas, aprendidas num manual americano."

HISTÓRIA-2

Filão rentável

A Novo Conceito estreia em outubro o selo Caravelas, voltado somente a romances históricos, filão que garante sucessos de vendas a editoras como a Record. Cinco títulos já foram adquiridos, incluindo The Bronze Horseman, de Paullina Simons (que será adaptado para o cinema por Andy Tenant, diretor de Hitch), e To Defy a King, de Eluzabeth Chadwick, vencedor do prêmio RNA de melhor romance histórico de 2011.

QUADRINHOS

Menina inédita

Terá duas histórias inéditas a edição 12 Canções - Mix Tape da Menina Infinito (imagem abaixo), de Fabio Lyra, programada pela Leya/BarbaNegra para agosto. Completam o volume tramas lançadas entre 2003 e 2006 pela extinta Mosh e por outras publicações.

ROMANCE

Na estrada, na web

A gaúcha Carol Bensimon percorre seu Estado natal. Os últimos dias ela passou em São Marcos, cidade de 20 mil habitantes, na casa de uma leitora que conheceu pela internet. O motivo é o livro que escreve, uma espécie de Thelma & Louise latino, ou, como prefere, "um road novel no Sul".

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Será o segundo romance de Carol, sem data prevista. Do primeiro, Sinuca Embaixo d"Água, ela lê trechos na edição do Leituras Sabáticas que entra no ar hoje em estadão.com.br/e/s2.

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